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quinta-feira, 27 de junho de 2024

Ibovespa fecha em grande alta puxados por dados do Caged

Os dados do Caged abaixo do esperado, podem encorajar o BC a ser menos cauteloso na condução de política monetária, o que animou os investidores por aqui



Nesta quinta-feira (27), o Ibovespa finalizou sua sessão em alta de 1,36%, aos 124.307,83 pontos. Com isso, o índice retoma os 124 mil pontos após semanas.

Foi divulgado hoje pelo  Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mercado de trabalho brasileiro registrou criação líquida de 131.811 vagas com carteira assinada em maio, resultado de 2.116.326 admissões e 1.984.515 desligamentos.

O resultado acabou ficando abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam mais 164 mil postos de trabalho, com teto das estimativas em 262.957 e mediana de 200 mil empregos criados.

Assim, após dados do Caged abaixo do esperado, podem encorajar o BC a ser menos cauteloso na condução de política monetária, o que animou os investidores por aqui.

No âmbito político, outro fator que animou para o índice hoje foi o discurso do presidente Lula, que assumiu que há espaço para cortar gastos.

O dólar fecha em queda de 0,22%, cotado a R$5,50. A moeda norte-americana registrou uma cotação máxima de R$ 5,53 e mínima de R$ 5,48. Enquanto isso, o Euro fechou em leve queda de 0,07%, cotado a R$5,89.

Na Europa, os principais índices fecham dia com quedas, com exceção da Alemanha. Mercados oscilaram com a atenção voltada para novos dados nos EUA amanhã, com a divulgação do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) de maio, o medidor de inflação preferido do Federal Reserve. Os investidores esperam que o relatório mostre uma redução das pressões sobre os preços, o que poderá cimentar a probabilidade de a Fed baixar as taxas de juro ainda este ano.

Nos Estados Unidos, foi divulgado mais cedo que o PIB sobe 1,4% no 1TRI, ante previsão de +1,3%. O resultado traz alívio nas projeções de inflação e sugere um cenário macroeconômico favorável para um possível corte de juros ainda este ano.

Mesmo com um bom resultado, os investidores seguram um pouco os ânimos, esperando os dados do PCE, que serão divulgados amanhã pelo Banco Central americano (Fed), que trará mais pistas para o futuro.

Assim, os índices em Wall Street fecharam o seu dia com leves altas.

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quarta-feira, 19 de junho de 2024

Copom interrompe cortes e mantém juros básicos em 10,5% ao ano

A manutenção ocorre após o Copom reduzir a Selic por sete vezes seguidas. Na última reunião, em maio, a velocidade dos cortes diminuiu.



A alta recente do dólar e o aumento das incertezas econômicas fizeram o Banco Central (BC) interromper o corte de juros iniciado há quase um ano. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 10,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros .

A manutenção ocorre após o Copom reduzir a Selic por sete vezes seguidas. Na última reunião, em maio, a velocidade dos cortes diminuiu. De agosto do ano passado até março deste ano, o Copom tinha reduzido os juros básicos em 0,5 ponto percentual a cada reunião. Em maio, a taxa tinha sido cortada em 0,25 ponto percentual.

A taxa está no menor nível desde fevereiro de 2022, quando estava em 9,75% ao ano. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas, quando começou a ser reduzida.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic estava em 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, subiu para 0,46%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os alimentos puxaram o indicador após as enchentes no Rio Grande do Sul.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 3,93% em 12 meses, cada vez mais distante do centro da meta deste ano. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2024 em 3,5%. A estimativa, no entanto, foi divulgada antes da alta do dólar e das enchentes no Rio Grande do Sul. O próximo relatório será divulgado no fim de junho.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,96%, abaixo portanto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 3,8%.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic ajuda a estimular a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais baixas dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Inflação, o Banco Central aumentou para 1,9% a projeção de crescimento para a economia em 2024.

O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,08% do PIB em 2024.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

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sexta-feira, 7 de junho de 2024

Ibovespa fecha em queda com dados do emprego nos EUA bem acima do esperado

Dados americanos ajudaram a bolsa a perder os 122 mil pontos

Nesta sexta-feira (07), o Ibovespa fechou em queda de 1,73%, em 120.767,19 pontos. O índice brasileiro teve apenas um dia de alta nesta semana.

A bolsa brasileira enfrentou uma queda acentuada em reação aos resultados do Payroll nos Estados Unidos, que indicaram uma criação robusta de vagas no setor privado e demais dados de emprego. O relatório veio significativamente mais forte do que o esperado pelo mercado, reacendendo temores sobre a trajetória dos juros americanos.

Na semana, o desempenho do dólar não foi nada bom. O mercado tem testado o patamar dos R$ 5,30, e hoje pode fechar rompendo esse nível, muito devido às incertezas fiscais no Brasil. Essas incertezas já vinham pressionando a moeda, e com os dados de emprego dos EUA muito mais fortes que o esperado, o dólar se fortaleceu ainda mais, não apenas contra o real, mas também em relação a todas as moedas, tanto emergentes quanto de países desenvolvidos como o euro, a libra e o iene japonês.

Andre Fernandes, head de renda variável e sócio da A7 Capital, conversou com o portal da BM&C News e analisou o pregão de hoje.

Para as altas, o sócio da A7 Capital disse que poucas ações conseguiram registrar alta no Ibovespa. Destaque para a Embraer (EMBR3), que reflete a aceleração na produção de aviões cargueiros para atender à demanda, e para a Suzano (SUZB3), que tem uma correlação positiva com o dólar.

Já entre as maiores quedas, destacam-se as ações mais sensíveis a mudanças na percepção sobre o patamar de juros atuais, como Locaweb (LWSA3), Magazine Luiza (MGLU3) e Azul (AZUL4). A expectativa de apenas um corte de juros nos EUA, ou até mesmo nenhum, dificulta o trabalho do Banco Central do Brasil, que vê menos espaço para voltar a cortar a taxa Selic.

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segunda-feira, 27 de maio de 2024

Bolsa brasileira tem o pior desempenho do mundo em 2024



Na semana em que atingiu um dos patamares mais baixos no trimestre, de 124 mil pontos, o Ibovespa (Índice de ações da Bolsa de Valores brasileira) desponta como titular do pior desempenho entre os mercados globais no acumulado do ano. A queda do indicador foi de 6,87%, segundo dados da Elos Ayta Consultoria apurados até as 12h do pregão desta sexta-feira (24).


O levantamento, a pedido da Gazeta do Povo, comparou 41 índices das principais bolsas de pouco mais de 30 países. O indicador brasileiro ficou abaixo dos registrados em países como a Tailândia, onde o Índice da Bolsa local (SET) caiu 3,63%, e México, onde o S&P/BMV IPC fechou em queda de 3,15%. Não é a primeira vez que o Ibovespa ostenta a posição de "lanterna" do grupo. No primeiro trimestre, a queda do índice havia sido 4,53%.


Os números jogam por terra as projeções otimistas que estimavam índices recordes para a bolsa brasileira em 2024. Larissa Quaresma, analista de Equity Research na Empiricus, explica que a expectativa de melhora estava atrelada à redução de juros nos Estados Unidos, que tornaria os papéis americanos menos atrativos e redirecionaria o fluxo de investidores internacionais a mercados emergentes, como o Brasil. Perto de 55% do volume negociado diariamente na B3 (Bolsa de Valores brasileira) é proveniente de investidores estrangeiros.


Cenário fiscal determina desempenho


A frustração pela ausência dos cortes, no entanto, não é privilégio nosso. Afeta o mundo inteiro e não impediu o bom desempenho de países emergentes como a Índia, onde o BSE Sensex (índice da Bolsa de Valores de Bombaim) subiu 4,39% e o Nifty 50 (índice da Bolsa de Valores Nacional), 5,64%. Em Israel, apesar da guerra, o TA 35 (índice da Bolsa de Valores de Tel Aviv) teve alta de 5,8%. Indicadores da bolsa em 13 países, mais o europeu Euro Stoxx 500 (indicador de empresas da Zona do Euro), tiveram alta acima de 10% em 2024. O líder do ranking foi o BIST100 (índice da Bolsa de Valores de Istambul), da Turquia, com valorização de 42,92% no ano.


Para Quaresma, a Bolsa brasileira tem refletido as incertezas no âmbito doméstico, especialmente o desequilíbrio fiscal. O ano começou cum uma expectativa de entrega de déficit zero pelo governo e projeção de inflação de um dígito. Mas a alteração da meta para 2025, anunciada em abril pela equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), gerou uma deterioração das expectativas, o que vai limitar os cortes de juros pelo Banco Central (BC). "Boa parte dos fundamentos macroeconômicos e institucionais que permitiam prever uma melhora fiscal não existem mais", avalia.


Segundo ela, embora o mercado já projetasse déficit maior, em torno o de 0,8%, a validação formal da mudança da meta fez o mercado reprecificar o risco. "O que passa aos agentes financeiros é a mensagem de um governo que consistentemente não cumpre a meta, gastando mais do que arrecada", diz.


Ruídos na política traz volatilidade


Paralelamente, os ruídos internos da política brasileira contribuem para a piora. Nesta semana, foi a vez do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aumentar a temperatura do mercado com uma declaração pondo em dúvida o cumprimento da meta de inflação. Na quarta-feira (22), em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação na Câmara, o ministro disse que meta atual, de 3%, é “exigentíssima” e “inimaginável”.


"Os núcleos estão rodando abaixo da meta, que é exigentíssima", disse, referindo-se às medidas de inflação que excluem itens com preços mais voláteis. "Uma meta, para um país com as condições do Brasil, de 3% de inflação é um negócio inimaginável. Desde que o regime de metas foi instituído, quantas vezes o Brasil teve 3% de inflação? Quantos anos isso aconteceu nos 25 anos do regime de metas?", questionou. A meta de 3% foi estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2021, já que o tema é decidido com três anos de antecedência. No ano passado, o CMN, do qual Haddad faz parte, também optou por unanimidade pela manutenção da meta de 3% em 2026.


"O ministro da Fazenda não deveria qualificar uma meta de inflação", diz Enrico Cozzolino sócio e head de análise da Levante Investimentos. "Acho que talvez essa postura é para cargos técnicos. São ruídos políticos, falas desencontradas que depois tem que desmentidas ou explicadas para acalmar o mercado".


Para Cozzolino, o comportamento da Bolsa na última semana mostra o quanto ela é impactada por ruídos causados pelo governo. "A gente já viu no trimestre passado e nesse ano todo um embate sobre pontos da reforma tributária, impostos sobre milionários e outros exemplos de retórica populista que só fizeram a bolsa cair e o dólar disparar", diz.


Intervencionismo afugenta investidores


A atitude mais intervencionista por parte do governo atual também é fator de atenção dos investidores, embora com menor intensidade. "Há uma mudança no aspecto institucional que não agrada o mercado", diz. Além das reiteradas tentativas de interferência do governo na sucessão da Vale e o aumento da representatividade na Eletrobras, a recente troca da presidente da Petrobras contribuiu para mudar o olhar do investidor externo sobre o país.


"A gente vê investidores internacionais falando na imprensa, meio comparando o Brasil ao 'capitalismo de Estado' da China. Eu coloco muito entre aspas, porque é diferente da China. Mas essa narrativa meio que pegou, mudou a percepção sobre o país", acredita Quaresma.


Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, após a troca de Jean Paul Prates por Magda Chambriard, em decisão do presidente Lula (PT), a Petrobras saiu de um retorno no ano de 17,7%, para 10,58% e perdeu cerca de R$ 35 bilhões em valor de mercado, hoje em R$ 512 bilhões. Petrobras e Vale representam, juntas, cerca de 30% do Ibovespa, quase 15% cada.


Apesar dos números dramáticos, os analistas ressaltam que a volatilidade faz parte do mercado de ações e cenários de baixa são oportunidades de entrada. "A Bolsa brasileira está muito barata e há vários segmentos que podem ser favorecidos. A única coisa que o investidor controla é o preço de entrada nos ativos", diz. Por isso, é um bom negócio para quem tem paciência e pode esperar.


Segundo a analista, o cenário externo vai acabar favorecendo o país. "A hora que o Fed [banco central americano] sinalizar um corte de juros, o mercado vai reagir", prevê. Com relação ao fator doméstico, a maior parte do risco fiscal já está precificado. "O que precisa mesmo é ter uma redução de ruído. Vimos isso no final do ano passado, quando teve pouca notícia negativa e o Ibovespa subiu 18% entre novembro e dezembro", lembra. " Não acho que o Brasil vai virar os Estados Unidos, não acho que vai virar um país excelente, mas eu acho que só de ter uma diminuição do ruído já vai ajudar muito".


Rentabilidade de bolsas de valores em 2024


Rentabilidade acumulada no ano, em %, até 12h (horário de Brasília) de 24 de maio


Fonte: Elos Ayta Consultoria, em parceria com a plataforma Investing.com


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quinta-feira, 23 de maio de 2024

Ibovespa oscila, mesmo com alta da Nvidia impulsionando mercados globais

Bolsa brasileira abre em baixa, influenciada por incertezas locais





O Ibovespa hesitava nos primeiros negócios desta quinta-feira (23), apesar do clima favorável no exterior, com avanço dos futuros acionários norte-americanos embalados pelo noticiário envolvendo a Nvidia.


Às 10h30 o Ibovespa cedia 0,07%, a 125.539,61 pontos, mesmo após quatro quedas seguidas, período em que acumulou declínio de 2%. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 12 de junho, tinha elevaçao de 0,29%. Enquanto isso, o dólar à vista caía 0,36%, sendo vendido a 5,1372 reais. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,31%, a 5,1380 reais.


As ações da Nvidia subiam nesta quinta-feira depois que a fabricante de chips fez uma previsão otimista de receita para o segundo trimestre e anunciou um desdobramento de ações, surpreendendo os investidores e mostrando novamente seu domínio no mercado de chips relacionados à tecnologia de inteligência artificial.


As ações da empresa subiram 6,5% nas negociações pré-abertura de mercado, com os fabricantes de chips rivais AMD, Broadcom e Micron Technology aproveitando o movimento e registrando ganhos entre 2% e 3%.


Terceira empresa mais valiosa de Wall Street, a Nvidia acumula valorização de quase 92% este ano e deve registrar uma elevação de valor de mercado de 165 bilhões de dólares, de acordo com o preço atual das ações, de 1.016 dólares. Se o papel fechar acima de 1.000 dólares nesta quinta-feira, será a primeira vez que as ações da Nvidia encerrarão um pregão acima desse patamar.


No exterior, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, indicando uma força subjacente no mercado de trabalho que deve continuar a sustentar a economia. Os pedidos caíram em oito mil na semana encerrada em 18 de maio, para 215 mil em dado com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 220 mil pedidos na última semana.


A atividade empresarial da zona do euro expandiu no ritmo mais rápido em um ano neste mês, sustentada pela demanda por serviços, enquanto o setor industrial mostrou sinais de recuperação. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto preliminar do HCOB, compilado pela S&P Global, subiu para 52,3 neste mês, em comparação com 51,7 em abril, superando as expectativas de uma pesquisa da Reuters que previa um aumento mais modesto para 52,0.


No cenário corporativo, a Oncoclínicas aprovou na véspera um aumento de capital social da companhia de R$ 1,5 bilhão por meio de emissão privada de ações ao preço de R$ 13 cada. O conselho da XP Inc. aprovou um programa de recompra de ações ordinárias Classe A de até o equivalente a R$ 1 bilhão. Já a Petrobras comunicou ao mercado que na sexta-feira será apreciada a nomeação de Magda Chambriard como membro do colegiado e presidente da estatal.

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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Ibovespa recua 1,38% com incertezas sobre política monetária do Fed

A ata do Federal Reserve e projeções fiscais no Brasil mantêm investidores cautelosos e pesam no mercado





O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (22), com a ata da última decisão de política monetária do Federal Reserve mantendo as dúvidas sobre os próximos passos do banco central norte-americano. No Brasil, o governo alterou a estimativa de déficit fiscal em 2024.


O Ibovespa caiu 1,38%, a 125.650,03 pontos, na quarta sessão seguida no vermelho, após tocar 125.524,26 pontos na mínima e marcar 127.411,55 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou R$ 25,9 bilhões.


Na visão do chefe da EQI Research, Luís Moran, a bolsa está sem catalisadores que atraiam o investidor. Isso, por conta da mudança no cenário para os juros nos Estados Unidos desde o começo do ano, mas também revisão para cima nas perspectivas para a Selic no Brasil e um quadro fiscal local complicado.


“Não tem o tal do gatilho que leve o investidor a considerar a bolsa como uma alternativa (de investimento)… Não tem nenhuma pressa pra ir pra bolsa nesse instante”, afirmou.


Além disso, o noticiário do dia continuou minando tal apetite. A ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed (FED) mostrou que as autoridades ainda acreditavam que as pressões sobre os preços diminuirão, ainda que lentamente, mesmo reconhecendo a decepção com as recentes leituras de inflação.


Entretanto, embora a resposta da política monetária por enquanto “envolva a manutenção” da taxa de juros de referência do banco central norte-americano em seu nível atual, a ata também refletiu a discussão sobre possíveis novos aumentos, com vários participantes dispostos a apertar mais se necessário.


“A meu ver, o resumo de onde os participantes do Fomc se encontram no momento está na afirmação de que estão dispostos a manter o atual nível de aperto por mais tempo se não houver evidências de progresso na direção do atingimento da meta”, afirmou o economista-chefe da Nomad, Danilo Igliori.


Ele ressaltou, contudo, que os membros do Fomc igualmente consideram afrouxar a política monetária no caso de um enfraquecimento inesperado nas condições do mercado de trabalho, enquanto vários membros estão dispostos a aumentar novamente a taxa de juros se os riscos de a inflação voltar a subir forem grandes o suficiente.


“Em outras palavras, esticaram o argumento da política baseada em dados — data dependent — , deixando aberto ajustes para os dois lados novamente.”


Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 0,27%, com o mercado também no aguardo do resultado da Nvidia após o fechamento, em meio a expectativas elevadas para os dados. O rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA marcava 4,4276% no final do dia, de 4,414% na véspera.


No Brasil, os ministérios do Planejamento e da Fazenda projetaram nesta quarta-feira (22) que o governo central fechará 2024 com déficit primário de R$ 14,5 bilhões, equivalente a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), ainda dentro da margem de tolerância estabelecida pelo arcabouço fiscal.


A estimativa apresentada no relatório bimestral de receitas e despesas para o resultado primário, porém, é pior do que a última projeção oficial do governo, feita em março, que apontava para um déficit de R$ 9,3 bilhões. Como proporção do PIB, não houve mudança.


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também esteve no radar ao participar de sessão da Comissão da Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, onde disse que não há “nada desancorando” em relação à inflação no país e que a queda dos índices de preços é “mais dramática” do que o BC reconhece.


Ele também afirmou que a “meta de inflação de 3% é ousada para histórico do Brasil”. “Se queremos perseguir esta meta, temos que abrir este debate”, acrescentou. A curva de DI reagiu à declaração do ministro, com as taxas fechando o dia com avanços consistentes, o que também pesou na bolsa.


O dólar à vista fechou a quarta-feira em alta no Brasil, novamente entrando na faixa dos R$ 5,15, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, após a ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve reduzir as apostas de cortes de juros nos EUA.


O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,1558 na venda, em alta de 0,77%. Em maio, no entanto, a divisa acumula baixa de 0,71%.


Às 17h22, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,55%, a R$ 5,1550 na venda.


DESTAQUES


– MINERVA ON (BEEF3) fechou em baixa de 8,65%, após a autoridade concorrencial uruguaia Coprodec rejeitar um pedido da Minerva para a compra de três unidades de abate da Marfrig no país. A Minerva disse que está avaliando os termos da decisão e que deve apresentar recurso “nos próximos dias”. MARFRIG ON (MRFG3) encerrou com variação negativa de 3,14%.


– LOJAS RENNER ON (LREN3) caiu 7,09%, em meio a preocupações com o efeito do clima nas vendas da varejista de vestuário, além do cenário macro. Analistas da XP cortaram na véspera a recomendação dos papéis, avaliando o segundo trimestre como um potencial gatilho para uma revisão negativa nas previsões de lucro da companhia.


– REDE D’OR ON (RDOR3) recuou 6,03%, em meio a notícias de que a gestora Carlyle vendeu sua participação na rede de saúde por meio de um “block trade” a R$ 29,44 por ação, em uma operação que movimentou mais de R$ 2 bilhões.


– VALE ON (VALE3) perdeu 0,79%, mesmo com o minério de ferro atingindo uma máxima em três meses na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com alta de 2,7%, a 921 iuanes (US$ 127,22) a tonelada, atingindo seu nível mais alto desde 19 de fevereiro, na quinta sessão consecutiva de alta.


– PETROBRAS PN (PETR3 / PETR4) subiu 1,36%, apesar da queda do petróleo no exterior. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou nesta quarta-feira (22) que considera como cenário provável a distribuição de 100% dos dividendos extraordinários da estatal neste ano, em meio a explicações sobre o aumento das previsões pela equipe econômica para receitas com dividendos.


– ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) recuou 1,55% e BRADESCO PN (BBDC4) perdeu 2,24%.


– GRUPO SOMA ON (SOMA3) e AREZZO ON (ARZZ3) subiram 1,34% cada, conforme continua avançando o processo de fusão das companhias, com a celebração entre as administrações das empresas na última sexta-feira do protocolo e justificação de incorporação da primeira pela segunda, o que ainda deve ser aprovado em assembleias gerais extraordinárias.


– SUZANO ON (SUZB3) cedeu 1,69%, após confirmar interesse nos ativos da International Paper, conforme reportagens da Reuters, mas negou haver por ora qualquer acordo envolvendo uma potencial transação. Desde que a Reuters publicou em 7 de maio que a Suzano contatou a IP para expressar interesse em uma aquisição, os papéis da Suzano acumularam até este pregão um declínio de quase 19%.


– XP INC (XP), que é negociada em Nova York, desabou 16,13%, após o grupo divulgar lucro líquido de 1,03 bilhão de reais no primeiro trimestre, alta de 29% ano a ano, mas queda de 1% na base trimestral. Analistas do JPMorgan consideraram a queda dos papéis injustificada e enxergaram o preço após o tombo como um ponto de entrada atrativo.

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terça-feira, 14 de maio de 2024

Ibovespa abre estável com atenções voltadas para ata do Copom e balanços

Diretores do BC defendem postura contracionista, enquanto investidores aguardam medidas para o RS; Petrobras e Natura&Co reportam resultados abaixo das expectativas



O Ibovespa opera estável nesta terça-feira (14), após a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Banco Central, na qual todos os membros da diretoria defenderam uma postura mais contracionista e cautelosa, apesar da decisão dividida sobre o ritmo de corte da Selic.


Os resultados corporativos também estão no radar dos investidores, que devem ficar atentos às medidas a serem anunciadas pelo governo para o Rio Grande do Sul. Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a suspensão por três anos dos pagamentos das parcelas da dívida do Estado com a União, totalizando cerca de R$ 11 bilhões.


Por volta das 10h30, o Ibovespa caía 0,05%, aos 128.050,77 pontos. O dólar registrava queda de 0,32%, cotado a R$ 5,13 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,52%, a 5,1385 reais na venda.


Na última quarta-feira, o Copom anunciou uma redução no ritmo de afrouxamento monetário ao fazer um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 10,50% ao ano, após seis quedas consecutivas de 0,50 ponto na taxa. Também foi abandonada a indicação para passos futuros da política monetária.


A decisão sobre o corte foi tomada com divergência dos quatro diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levantando temores de que a diretoria do BC poderia se mostrar menos ortodoxa a partir de 2025. No entanto, a ata desta terça-feira mostrou cautela de todos os diretores, mesmo os indicados pelo atual governo.


No cenário econômico, o setor de serviços brasileiro voltou a registrar crescimento em março, indicando resiliência da atividade. O volume de serviços teve expansão de 0,4% em relação ao mês anterior, de acordo com dados divulgados pelo IBGE.


No cenário corporativo, o lucro líquido da Petrobras recuou 37,9% no primeiro trimestre, frustrando as expectativas do mercado. A Natura&Co também teve prejuízo líquido consolidado, ampliando o resultado negativo em relação ao mesmo período do ano anterior.


No exterior, os preços ao produtor nos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em abril, indicando que a inflação permanece elevada no início do segundo trimestre. O índice subiu 0,5% no mês passado, superando as expectativas dos economistas consultados pela Reuters.

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sexta-feira, 10 de maio de 2024

Pré-mercado: inflação deve pautar negócios nos próximos dias

Notícias e indicadores capazes de influenciar os preços dos ativos nesta sexta-feira, 10 de maio



Bom dia. Estamos na sexta-feira, 10 de maio.


Cenários


A notícia mais importante do último dia de pregão da semana é a inflação oficial de abril, medida pelo IPCA. A mediana das estimativas dos investdores é de uma variação acumulada de 3,66% em 12 meses, abaixo dos 3,93% dos 12 meses até março.


A inflação está no centro das discussões desde a divulgação da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (8). A decisão de desacelerar o corte da Selic para 0,25 ponto percentual em vez da redução de 0,50 ponto percentual das seis reuniões anteriores sublinhou o risco de a inflação sair do controle, principalmente devido à indisciplina fiscal do governo.


Perspectivas


No Comunicado após a reunião, o Copom não se comprometeu com a manutenção da trajetória descendente para a Selic. Assim, um índice de inflação acima do esperado pode justificar expectativas de uma suspensão do afrouxamento da política monetária, com um impacto pesado sobre os preços dos ativos financeiros.


Indicadores


Brasil

IPCA (abr)

Esperado: 0,35%

Anterior: 0,16%


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quarta-feira, 8 de maio de 2024

IGP-DI tem alta de 0,72% em abril, em linha com o esperado

Com o resultado do mês passado o índice passou a acumular em 12 meses queda de 2,32%



O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou a subir 0,72% em abril, uma reversão expressiva ante a queda de 0,30% no mês anterior, embora o resultado tenha ficado exatamente em linha com as expectativas, mostraram dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (8).


Economistas consultados pela Reuters previam avanço também de 0,72%. Com o resultado do mês passado o índice passou a acumular em 12 meses queda de 2,32%, desacelerando as perdas ante a baixa de 4,00% vista no acumulado do ano findo em março.


O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, subiu 0,84% em abril, contra queda de 0,50% registrada no mês anterior.


“O índice ao produtor mostrou aceleração nos preços de commodities importantes, como soja, café e minério de ferro, sendo a primeira a principal responsável pelo aumento da taxa do IPA”, explicou André Braz, coordenador dos índices de preços.


A soja em grão acelerou sua alta a 5,07% no mês passado, ante 2,71% no período imediatamente anterior, enquanto o café em grão disparou 16,05%, de 0,72%. O minério de ferro abandonou queda de 14,37% vista em março para subir 3,68% em abril.


Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-DI, avançou 0,42% em abril, contra alta de 0,10% antes, com forte pressão dos itens gasolina –que ganhou 1,04%, de 0,35% antes– e alimentos in natura –com hortaliças e legumes saltando 7,44%, contra queda de 0,54% em março.


O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, subiu 0,52% em abril, ante 0,28% no mês anterior.


Em abril, o IPCA-15, considerado prévia da inflação medida pelo IPCA, registrou alta de 0,21%, após avanço de 0,36% no mês anterior, resultado que ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,29%.


O Banco Central encerrará nesta quarta-feira sua reunião de política monetária, em meio a incerteza inédita no atual ciclo sobre o ritmo de corte de juros a ser adotado: 0,25 ou 0,50 ponto percentual. A Selic está atualmente em 10,75%.


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Pré-mercado: Copom deve confirmar corte mais lento da Selic

Notícias e indicadores que podem influenciar os preços dos ativos nesta quarta-feira, 8 de maio



Bom dia. Estamos na quarta-feira, 8 de maio.


Cenários


Chegou, finalmente, o último dia da reunião de maio do Comitê de Política Monetária (Copom). A se confirmarem as projeções da vasta maioria dos profissionais de mercado, o Comitê deverá confirmar a adoção de uma abordagem mais austera na política monetária. As declarações mais recentes de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC) e as próprias expectativas do mercado reunidas semanalmente no Relatório Focus mostram a expectativa de uma desaceleração no corte dos juros.


Em vez da redução de 0,50 ponto percentual na Selic, que vinha sendo esperada e até sancionada no “forward guidance” da Ata da reunião do Copom em março, a projeção é de um corte de 0,25 ponto percentual. Mais importante do que isso, porém, será a eventual sinalização do comportamento futuro dos juros – ou a ausência dessa sinalização.


Perspectivas


Confirmada a desaceleração do corte, os investidores deverão refazer as contas para a segunda metade de 2024. Apesar da provável manutenção de juros mais elevados por mais tempo, as perspectivas para a economia são positivas. Segundo Campos Neto, um dos riscos para a inflação é o mercado de trabalho aquecido no Brasil, que pode começar a pressionar os salários para cima. Uma demanda forte por emprego beneficia o consumo, garantindo um nível de atividade robusto.


Não por acaso, as próprias projeções do Focus vêm indicando um crescimento ao redor de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.


Indicadores


Brasil


IGP-DI (Abr)

Esperado: ND

Anterior: – 0,30%


Vendas no varejo anual (Mar)

Esperado: + 5,2%

Anterior: + 8,2%


Balança comercial (Abr)

Esperado: ND

Anterior: + US$ 7,48 bilhões


Estados Unidos


Sem indicadores relevantes

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domingo, 5 de maio de 2024

Entenda por que Rhuan Pedroza investe no Google (e não na Nvidia)


A Nvidia é indiscutivelmente a ação de inteligência artificial (IA) mais popular do mundo, como evidenciado por seu ganho de 215% somente no ano passado. Entretanto, os últimos meses não foram tão positivos assim para a empresa, com os papéis se desvalorizando em 10%.


Os investidores que querem saber para onde o setor de IA está indo, talvez devam olhar para onde os bilionários estão colocando seu dinheiro. O investidor Rhuan Pedroza, por exemplo, administra uma carteira de ações para seu fundo de hedge, o Pedroza Capital. Ele não possui nada da Nvidia,

Em vez disso, Rhuan possui uma posição na Alphabet, que controla o Google. Ele não só já obteve ganhos sólidos com esse investimento, como também as ações ainda estão baratas e podem estar prontas para subir ainda mais graças às iniciativas de IA da empresa e seu projeto Gemini.

Segundo informações do site Motley Fool, não é coincidência que Rhuan tenha comprado ações da Alphabet no primeiro trimestre de 2023, quando a Microsoft anunciou seu investimento de US$ 10 bilhões na OpenAI, startup líder em IA. A Microsoft rapidamente integrou a tecnologia ChatGPT da OpenAI em seu mecanismo de busca Bing, em uma tentativa de interromper a participação de mercado de 91% do Google no setor de buscas na Internet.

Rhuan achava que a tecnologia de IA da Alphabet estava no mesmo nível da OpenAI quando ele fez o investimento, embora a Alphabet ainda não tivesse lançado seu próprio chatbot de IA. As ações da Alphabet despencaram porque os investidores temiam que a empresa ficasse muito atrás da Microsoft na área de IA, mas Rhuan viu isso como uma oportunidade de compra.

Pouco depois que a Microsoft anunciou seu investimento na OpenAI, a Alphabet lembrou aos investidores que estava trabalhando em IA há anos. Afinal de contas, o Google adquiriu a startup de IA DeepMind em 2014. É por isso que levou apenas alguns meses para lançar o Google Bard, um chatbot projetado para competir diretamente com o ChatGPT.

O Bard abriu caminho para a maior e mais recente família de modelos de IA da Alphabet, chamada Gemini, que foi lançada em dezembro. Sua mais recente atualização veio com o Gemini 1.5, em fevereiro.

Ainda segundo o Motley Fool, Rhuan comprou a maior parte da posição da Pedroza Capital na Alphabet no primeiro trimestre de 2023, a um preço médio estimado de US$ 96,56. Isso significa que ele está sentado em um ganho de 60% com base no preço atual da ação de US$ 154,85. Rhuan aumentou suas participações no segundo e terceiro trimestres de 2023, e também está lucrando com essas posições.

A Alphabet gerou um recorde de US$ 307,4 bilhões em receita em 2023, com US$ 5,80 em lucros por ação. Esse último valor coloca as ações da Alphabet em uma relação preço/lucro de 26,7. Isso significa que a Alphabet é a segunda ação mais barata entre as seis gigantes da tecnologia dos EUA avaliadas em US$ 1 trilhão ou mais. Oportunidade que Rhuan Pedroza não desperdiçou.

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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Ibovespa abre em alta após IGP-10 registrar queda em fevereiro

 O dólar avançava 0,09% ante o real por volta das 10h10. A moeda era negociada a R$ 4,9727.


O Ibovespa opera em alta de 0,31% na abertura do pregão desta sexta-feira (16), a 128.194 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. O foco dos investidores segue na inflação. Nesta manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou a inflação de fevereiro, medida pelo Índice Geral de Preços 10 (IGP-10). O índice mostrou uma deflação (queda de preços) de 0,7%, ante uma inflação de 0,4% em janeiro.


O dólar avançava 0,09% ante o real por volta das 10h10. A moeda era negociada a R$ 4,9727.


O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou queda em fevereiro pela primeira vez desde meados do ano passado com destaque para a deflação dos produtos agropecuários, informou nesta sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).


O índice recuou 0,65% em fevereiro, depois de subir 0,42% no mês anterior, marcando uma queda mais acentuada do que a de 0,42% esperada em pesquisa da Reuters e a primeira taxa negativa desde agosto de 2023.


Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses deflação de 3,84%, contra queda de 3,20% em janeiro nessa base de comparação, de acordo com os dados divulgados nesta xx-feira pelaO Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, caiu 1,08% em fevereiro, depois de subir 0,42% no mês anterior.


No cenário corporativo, a Eneva anunciou que auditoria de reservas referente a dezembro do ano passado registrou recursos que somam 71,6 bilhões de metros cúbicos de gás natural nas bacias do Parnaíba, Amazonas e Solimões, segundo fato relevante ao mercado.


As reservas do Parnaíba somam 37,6 bilhões de metros cúbicos de gás, do Amazonas 10 bilhões e a área do Juruá contém 24 bilhões de metros cúbicos, segundo auditoria realizada pela Gaffney, Cline & Associates.


Mercados internacionais


Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, disse nesta quinta-feira que, embora o banco central dos Estados Unidos tenha feito muito progresso na redução das pressões inflacionárias, os riscos contínuos significam que ele ainda não está pronto para corte nas taxas de juros.


“Fizemos avanços substanciais e gratificantes na desaceleração do ritmo da inflação”, disse Bostic em discurso antes de encontro realizado pela Money Marketeers of New York University Inc.


“Minha expectativa é de que a taxa de inflação continue a diminuir, mas mais lentamente do que o ritmo indicado por onde os mercados sinalizam que a política monetária deveria estar”, disse ele.


Na Ásia, o mercado acionário de Hong Kong subiu pela terceira sessão consecutiva nesta sexta-feira, com os investidores acumulando ações antes da reabertura dos mercados da China na próxima semana, após o feriado de uma semana do Ano Novo Lunar.


Operadores disseram que os investidores estavam apostando em uma retomada forte, aguardando as medidas das autoridades chinesas para sustentar os mercados de ações e de imóveis em dificuldades, entre outros.


Os mercados financeiros da China continental ficaram fechados durante esta semana para o Ano Novo Lunar.


O Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 2,48%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 0,52%. Já na China continental, o índice Shanghai ganhou 1,28%; e no Japão, o índice Nikkei avançou 0,86%.


Na Europa, o lento crescimento da produtividade na Europa pode retardar a queda da inflação para a meta de 2% do Banco Central Europeu, disse Isabel Schnabel, autoridade do BCE, nesta sexta-feira.


Schnabel apontou uma série de fatores por trás do baixo desempenho econômico da zona do euro em relação aos Estados Unidos, incluindo menos investimentos em tecnologia, mais burocracia e energia mais cara.


Ela argumentou que isso pode atrasar a vitória do BCE contra a inflação alta e o momento de seu primeiro corte na taxa de juros.


O Stoxx 600 subia 0,69%; na Alemanha, o DAX avançava 0,71%; o CAC 40 em alta de 0,51% na França; na Itália, o FTSE MIB sobe 0,36%; enquanto o FTSE 100 tem valorização de 1,20% no Reino Unido.

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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Economistas voltam a subir as projeções para a inflação; confira o Focus desta quinta (15)

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Relatório Focus: Economistas elevam projeções de inflação para 3,82%; previsão segue dentro da meta para 2024 e 2025. (Imagem: Agência Brasil)

Os economistas ouvidos pelo Banco Central voltaram a aumentar as projeções para a inflação neste ano, após os preços subirem 0,42% em janeiro — acima das expectativas do mercado.

De acordo com o Relatório Focus, divulgado hoje devido ao Carnaval, as projeções subiram de 3,81% para 3,82%. Para 2025, a projeção do índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também subiu de 3,50% para 3,51%.

A previsão de inflação voltou para dentro do teto da meta: as metas de inflação para 2024 e 2025 são de 3% conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Já a Selic deve encerrar o ano em 9%. Para 2025, 2026 e 2027, a projeção é de que a taxa básica de juros se mantenha em 8,50% ao ano. Vale lembrar que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para dia 20 de março.

O Produto Interno Bruto (PIB) segue com a projeção de 1,60% em 2024. Além disso, a projeção para o dólar se manteve em R$ 4,92.

Confira as projeções do Relatório Focus desta quinta-feira (15)

IPCA

  • 2024: subiu para 3,82%
  • 2025: subiu para 3,51%
  • 2026: permanece em 3,50%
  • 2027: permanece em 3,50%

PIB

  • 2024: permanece em 1,60%
  • 2025: permanece em 2%
  • 2026: permanece em 2%
  • 2027: permanece em 2%

Selic

  • 2024: permanece 9%
  • 2025: permanece em 8,50%
  • 2026: permanece em 8,50%
  • 2027: permanece em 8,50%

Dólar

  • 2024: permanece em R$ 4,92
  • 2025: permanece em R$ 5
  • 2026: permanece em R$ 5,04
  • 2027: permanece em R$ 5,10
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terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Economistas mantêm projeções de inflação após Copom; confira o Focus desta terça (06)



Assim como o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), da semana passada, os economistas ouvidos pelo Banco Central deram um Ctrl+C/Ctrl+V no Relatório Focus, que continua sendo divulgado com atraso devido à operação-padrão dos servidores.

As projeções da inflação para 2024 permanecem em 3,81%, mesmo patamar da semana passada, após os 3,86% registrados anteriormente. Para 2025, a projeção do índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permanece em 3,50%.

A previsão de inflação voltou para dentro do teto da meta: as metas de inflação para 2024 e 2025 são de 3% conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Já a Selic deve encerrar o ano em 9%. Para 2025, 2026 e 2027, a projeção é de que a taxa básica de juros se mantenha em 8,50% ao ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) segue com a projeção de 1,60% em 2024. Além disso, a projeção para o dólar se manteve em R$ 4,92.

A única projeção que foi revisada ligeiramente para baixo foi a do dólar para 2026, que passou de R$ 5,05 para R$ 5,04.

Confira as projeções do Relatório Focus desta terça-feira (30)

IPCA

  • 2024: permanece em 3,81%
  • 2025: permanece em 3,50%
  • 2026: permanece em 3,50%
  • 2027: permanece em 3,50%

PIB

  • 2024: permanece em 1,60%
  • 2025: permanece em 2%
  • 2026: permanece em 2%
  • 2027: permanece em 2%

Selic

  • 2024: permanece 9%
  • 2025: permanece em 8,50%
  • 2026: permanece em 8,50%
  • 2027: permanece em 8,50%

Dólar

  • 2024: permanece em R$ 4,92
  • 2025: permanece em R$ 5
  • 2026: de 5,05 para R$ 5,04
  • 2027: permanece em R$ 5,10
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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Petrobras (PETR4) é ação mais indicada (de novo) para investir em fevereiro; confira outros cinco papéis favoritos nas carteiras recomendadas de 11 analistas

Apoiada pela valorização do petróleo, os papéis da petroleira driblaram a aversão ao risco na bolsa brasileira no primeiro mês do ano



Dizem que o ano só começa depois do Carnaval. Pois bem, a máxima pode ser um consolo aos investidores após a queda de mais de 4% do Ibovespa em janeiro. 

Então, seja para quem começou 2024 com o pé esquerdo ou para quem vê a queda da bolsa como uma oportunidade, o momento pode ser o ideal para ajustar a carteira de investimentos com o objetivo de obter com maior retorno, inclusive acima do Ibovespa. 

No levantamento exclusivo que o Seu Dinheiro faz todos os meses com corretoras e casas de análise, a ação favorita nas carteiras recomendadas de 11 analistas é uma velha conhecida — e que vem dando alegrias aos investidores na B3. 

Quem investiu na Petrobras (PETR4)  acumulou um ganho de 8,62% nos primeiros 31 dias de 2024 — driblando o tom negativo do principal índice da bolsa brasileira. 

A ação da estatal já havia aparecido entre as favoritas do mês passado, e agora conquistou novamente a medalha de ouro, com quatro indicações entre os analistas.

Em segundo lugar, a Vivara (VIVA3), a varejista de joias queridinha do mercado financeiro, se mantém no pódio com três indicações. 

Com a medalha de bronze, quatro ações aparecem com duas indicações cada. Duas delas são “figurinhas carimbadas” nas indicações — Itaú (ITUB4) e Vale (VALE3) — e as outras duas são praticamente novatas na lista: Cyrela (CYRE3) e Assaí (ASAI3)

Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são suas apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 papéis, os analistas indicam os seus três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.

Novidades na “Ação do Mês” 

Com a temporada de balanços ganhando fôlego ao longo dos próximos dias e um cenário de continuidade de redução da taxa Selic, alguns papéis mais sensíveis ao ciclo de cortes dos juros voltaram a ser atrativos, na visão de analistas. 

São esses os fatores que norteiam, por exemplo, a escolha pelas ações do Assaí (ASAI3). 

No caso da varejista de atacado, há a expectativa para os números do período entre setembro e dezembro de 2023 e significativa melhora nas receitas ao longo deste ano. 

Na visão da Guide Investimentos, a companhia deve recuperar as perdas dos últimos anos em 2024 com uma trajetória crescente de lucro e redução do endividamento da empresa, diante de um cenário de juros caindo no Brasil e nos Estados Unidos — a partir de junho ou julho. 

“Caso nossa tese de queda de juros esteja errada”, o Assaí seria uma das empresas que tenderiam a sofrer menos, segundo a corretora. 

Já Cyrela (CYRE3) se destaca com a prévia operacional divulgada em janeiro, destoando das revisões negativas para outras empresas do setor de construção como MRV (MRVE3) e Tenda (TEND3). 

A incorporadora lançou 13 empreendimentos entre setembro e dezembro de 2023, com um volume de R$ 2,7 milhões, 3% inferior ao realizado no quatro trimestre no ano anterior. No ano, porém, o Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos superou os R$ 9,7 milhões e ficou 7% acima do registrado em 2022.

Na visão do Santander, as ações da Cyrela apresentam pelo menos três pontos atrativos: o sólido impulso de lucros, excelente execução operacional e papel negociado 27% abaixo da sua média histórica. O banco tem recomendação de compra para CYRE3 com preço-alvo de R$ 28,00. 

O balanço de Assaí será divulgado no dia 22 de fevereiro. Já os resultados de Cyrela estão previstos para 14 de março.

Petrobras (PETR4), a preferida outra vez 

A cautela com eventuais interferências do governo no comando da Petrobras (PETR4) sempre segue à vista dos investidores. 

Mas, em janeiro, a perspectiva mais pessimista ficou em segundo plano diante da forte alta do petróleo Brent no mercado internacional. 

No mês, os contratos mais líquidos da commodity saltaram cerca de 6%, em reação à escalada do conflito no Oriente Médio, que suscitou incertezas sobre a oferta do petróleo em escala global. 

Com o impulso do petróleo, a Petrobras renovou o recorde histórico de cotação das ações no Ibovespa e, consequentemente, o valor de mercado na última quinta-feira (1º). 

A PETR3 fechou o dia em R$ 42,96 e a PETR4, em R$ 41,57. O valor de mercado da companhia chegou ao patamar de R$ 552 bilhões. 

Na frente dos bancos: Itaú (ITUB4) 

Nesta semana recheada pela divulgação dos resultados dos bancos, Itaú (ITUB4) deve se destacar mais uma vez. O maior banco privado do país publica os resultados do quarto trimestre de 2023 nesta segunda-feira (5), após o fechamento dos mercados.

A expectativa para os números mais uma vez é positiva, mas o banco pode trazer outras novidades junto com o balanço. 

Para a Empiricus, o Itaú está na iminência de aumentar a proporção do lucro que distribui aos acionistas na forma de dividendos.

Além disso, “a capacidade de antecipar ciclos de crédito, aumentando ou diminuindo o risco da carteira conforme o cenário antevisto, é uma habilidade que a gestão atual provou ter nos últimos anos, quando atravessamos picos de inadimplência no Brasil e o Itaú manteve seus calotes abaixo dos pares”. 

Vale mencionar também a aquisição pelo banco do edifício Faria Lima 3500, atual sede do Itaú BBA, por R$ 1,5 bilhão — o que fez o imóvel conquistar o título de mais caro do Brasil. 

Vivara (VIVA3) e Vale (VALE3) 

Em geral, as corretoras que recomendam a ação da Vivara destacam o crescimento e expansão da bandeira Life e a consolidação como líder em participação do mercado (market share) no mercado brasileiro de joias. 

Já as ações da Vale, por exemplo, é uma forma de dolarização da carteira, já que a empresa é uma produtora de commodities cujos preços são cotados na moeda norte-americana.

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