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segunda-feira, 27 de maio de 2024

Bolsa brasileira tem o pior desempenho do mundo em 2024



Na semana em que atingiu um dos patamares mais baixos no trimestre, de 124 mil pontos, o Ibovespa (Índice de ações da Bolsa de Valores brasileira) desponta como titular do pior desempenho entre os mercados globais no acumulado do ano. A queda do indicador foi de 6,87%, segundo dados da Elos Ayta Consultoria apurados até as 12h do pregão desta sexta-feira (24).


O levantamento, a pedido da Gazeta do Povo, comparou 41 índices das principais bolsas de pouco mais de 30 países. O indicador brasileiro ficou abaixo dos registrados em países como a Tailândia, onde o Índice da Bolsa local (SET) caiu 3,63%, e México, onde o S&P/BMV IPC fechou em queda de 3,15%. Não é a primeira vez que o Ibovespa ostenta a posição de "lanterna" do grupo. No primeiro trimestre, a queda do índice havia sido 4,53%.


Os números jogam por terra as projeções otimistas que estimavam índices recordes para a bolsa brasileira em 2024. Larissa Quaresma, analista de Equity Research na Empiricus, explica que a expectativa de melhora estava atrelada à redução de juros nos Estados Unidos, que tornaria os papéis americanos menos atrativos e redirecionaria o fluxo de investidores internacionais a mercados emergentes, como o Brasil. Perto de 55% do volume negociado diariamente na B3 (Bolsa de Valores brasileira) é proveniente de investidores estrangeiros.


Cenário fiscal determina desempenho


A frustração pela ausência dos cortes, no entanto, não é privilégio nosso. Afeta o mundo inteiro e não impediu o bom desempenho de países emergentes como a Índia, onde o BSE Sensex (índice da Bolsa de Valores de Bombaim) subiu 4,39% e o Nifty 50 (índice da Bolsa de Valores Nacional), 5,64%. Em Israel, apesar da guerra, o TA 35 (índice da Bolsa de Valores de Tel Aviv) teve alta de 5,8%. Indicadores da bolsa em 13 países, mais o europeu Euro Stoxx 500 (indicador de empresas da Zona do Euro), tiveram alta acima de 10% em 2024. O líder do ranking foi o BIST100 (índice da Bolsa de Valores de Istambul), da Turquia, com valorização de 42,92% no ano.


Para Quaresma, a Bolsa brasileira tem refletido as incertezas no âmbito doméstico, especialmente o desequilíbrio fiscal. O ano começou cum uma expectativa de entrega de déficit zero pelo governo e projeção de inflação de um dígito. Mas a alteração da meta para 2025, anunciada em abril pela equipe econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), gerou uma deterioração das expectativas, o que vai limitar os cortes de juros pelo Banco Central (BC). "Boa parte dos fundamentos macroeconômicos e institucionais que permitiam prever uma melhora fiscal não existem mais", avalia.


Segundo ela, embora o mercado já projetasse déficit maior, em torno o de 0,8%, a validação formal da mudança da meta fez o mercado reprecificar o risco. "O que passa aos agentes financeiros é a mensagem de um governo que consistentemente não cumpre a meta, gastando mais do que arrecada", diz.


Ruídos na política traz volatilidade


Paralelamente, os ruídos internos da política brasileira contribuem para a piora. Nesta semana, foi a vez do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aumentar a temperatura do mercado com uma declaração pondo em dúvida o cumprimento da meta de inflação. Na quarta-feira (22), em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação na Câmara, o ministro disse que meta atual, de 3%, é “exigentíssima” e “inimaginável”.


"Os núcleos estão rodando abaixo da meta, que é exigentíssima", disse, referindo-se às medidas de inflação que excluem itens com preços mais voláteis. "Uma meta, para um país com as condições do Brasil, de 3% de inflação é um negócio inimaginável. Desde que o regime de metas foi instituído, quantas vezes o Brasil teve 3% de inflação? Quantos anos isso aconteceu nos 25 anos do regime de metas?", questionou. A meta de 3% foi estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2021, já que o tema é decidido com três anos de antecedência. No ano passado, o CMN, do qual Haddad faz parte, também optou por unanimidade pela manutenção da meta de 3% em 2026.


"O ministro da Fazenda não deveria qualificar uma meta de inflação", diz Enrico Cozzolino sócio e head de análise da Levante Investimentos. "Acho que talvez essa postura é para cargos técnicos. São ruídos políticos, falas desencontradas que depois tem que desmentidas ou explicadas para acalmar o mercado".


Para Cozzolino, o comportamento da Bolsa na última semana mostra o quanto ela é impactada por ruídos causados pelo governo. "A gente já viu no trimestre passado e nesse ano todo um embate sobre pontos da reforma tributária, impostos sobre milionários e outros exemplos de retórica populista que só fizeram a bolsa cair e o dólar disparar", diz.


Intervencionismo afugenta investidores


A atitude mais intervencionista por parte do governo atual também é fator de atenção dos investidores, embora com menor intensidade. "Há uma mudança no aspecto institucional que não agrada o mercado", diz. Além das reiteradas tentativas de interferência do governo na sucessão da Vale e o aumento da representatividade na Eletrobras, a recente troca da presidente da Petrobras contribuiu para mudar o olhar do investidor externo sobre o país.


"A gente vê investidores internacionais falando na imprensa, meio comparando o Brasil ao 'capitalismo de Estado' da China. Eu coloco muito entre aspas, porque é diferente da China. Mas essa narrativa meio que pegou, mudou a percepção sobre o país", acredita Quaresma.


Segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria, após a troca de Jean Paul Prates por Magda Chambriard, em decisão do presidente Lula (PT), a Petrobras saiu de um retorno no ano de 17,7%, para 10,58% e perdeu cerca de R$ 35 bilhões em valor de mercado, hoje em R$ 512 bilhões. Petrobras e Vale representam, juntas, cerca de 30% do Ibovespa, quase 15% cada.


Apesar dos números dramáticos, os analistas ressaltam que a volatilidade faz parte do mercado de ações e cenários de baixa são oportunidades de entrada. "A Bolsa brasileira está muito barata e há vários segmentos que podem ser favorecidos. A única coisa que o investidor controla é o preço de entrada nos ativos", diz. Por isso, é um bom negócio para quem tem paciência e pode esperar.


Segundo a analista, o cenário externo vai acabar favorecendo o país. "A hora que o Fed [banco central americano] sinalizar um corte de juros, o mercado vai reagir", prevê. Com relação ao fator doméstico, a maior parte do risco fiscal já está precificado. "O que precisa mesmo é ter uma redução de ruído. Vimos isso no final do ano passado, quando teve pouca notícia negativa e o Ibovespa subiu 18% entre novembro e dezembro", lembra. " Não acho que o Brasil vai virar os Estados Unidos, não acho que vai virar um país excelente, mas eu acho que só de ter uma diminuição do ruído já vai ajudar muito".


Rentabilidade de bolsas de valores em 2024


Rentabilidade acumulada no ano, em %, até 12h (horário de Brasília) de 24 de maio


Fonte: Elos Ayta Consultoria, em parceria com a plataforma Investing.com


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sexta-feira, 24 de maio de 2024

Gol e Azul anunciam acordo de codeshare para mais de 150 destinos domésticos

As ofertas de rotas em codeshare estarão disponíveis para venda a partir do final de junho nos canais de ambas as companhias



Gol e Azul anunciaram na noite de quinta-feira um acordo de codeshare que englobará mais de 150 destinos operados pelas duas companhias aéreas, informaram as empresas em comunicado, acrescentando que as rotas envolvidas serão aquelas operadas por uma das companhias e não pela outra.


De acordo com comunicado das duas empresas, as ofertas de rotas em codeshare estarão disponíveis para venda a partir do final de junho nos canais de ambas as companhias. As rotas que são operadas por ambas as empresas não fazem parte do acordo.


“A Gol e a Azul sempre estiveram comprometidas em expandir o mercado de aviação brasileiro. Este acordo de codeshare vai proporcionar aos clientes acesso a ainda mais opções para viajar pelo nosso país. A Gol já oferece mais de 60 acordos comerciais diferentes com muitas companhias aéreas parceiras globais e estamos ansiosos para expandir esse benefício dentro do Brasil também”, disse o presidente-executivo da Gol, Celso Ferrer, de acordo com o comunicado.

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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Ibovespa recua 1,38% com incertezas sobre política monetária do Fed

A ata do Federal Reserve e projeções fiscais no Brasil mantêm investidores cautelosos e pesam no mercado





O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (22), com a ata da última decisão de política monetária do Federal Reserve mantendo as dúvidas sobre os próximos passos do banco central norte-americano. No Brasil, o governo alterou a estimativa de déficit fiscal em 2024.


O Ibovespa caiu 1,38%, a 125.650,03 pontos, na quarta sessão seguida no vermelho, após tocar 125.524,26 pontos na mínima e marcar 127.411,55 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou R$ 25,9 bilhões.


Na visão do chefe da EQI Research, Luís Moran, a bolsa está sem catalisadores que atraiam o investidor. Isso, por conta da mudança no cenário para os juros nos Estados Unidos desde o começo do ano, mas também revisão para cima nas perspectivas para a Selic no Brasil e um quadro fiscal local complicado.


“Não tem o tal do gatilho que leve o investidor a considerar a bolsa como uma alternativa (de investimento)… Não tem nenhuma pressa pra ir pra bolsa nesse instante”, afirmou.


Além disso, o noticiário do dia continuou minando tal apetite. A ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed (FED) mostrou que as autoridades ainda acreditavam que as pressões sobre os preços diminuirão, ainda que lentamente, mesmo reconhecendo a decepção com as recentes leituras de inflação.


Entretanto, embora a resposta da política monetária por enquanto “envolva a manutenção” da taxa de juros de referência do banco central norte-americano em seu nível atual, a ata também refletiu a discussão sobre possíveis novos aumentos, com vários participantes dispostos a apertar mais se necessário.


“A meu ver, o resumo de onde os participantes do Fomc se encontram no momento está na afirmação de que estão dispostos a manter o atual nível de aperto por mais tempo se não houver evidências de progresso na direção do atingimento da meta”, afirmou o economista-chefe da Nomad, Danilo Igliori.


Ele ressaltou, contudo, que os membros do Fomc igualmente consideram afrouxar a política monetária no caso de um enfraquecimento inesperado nas condições do mercado de trabalho, enquanto vários membros estão dispostos a aumentar novamente a taxa de juros se os riscos de a inflação voltar a subir forem grandes o suficiente.


“Em outras palavras, esticaram o argumento da política baseada em dados — data dependent — , deixando aberto ajustes para os dois lados novamente.”


Em Wall Street, o S&P 500 fechou em baixa de 0,27%, com o mercado também no aguardo do resultado da Nvidia após o fechamento, em meio a expectativas elevadas para os dados. O rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA marcava 4,4276% no final do dia, de 4,414% na véspera.


No Brasil, os ministérios do Planejamento e da Fazenda projetaram nesta quarta-feira (22) que o governo central fechará 2024 com déficit primário de R$ 14,5 bilhões, equivalente a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), ainda dentro da margem de tolerância estabelecida pelo arcabouço fiscal.


A estimativa apresentada no relatório bimestral de receitas e despesas para o resultado primário, porém, é pior do que a última projeção oficial do governo, feita em março, que apontava para um déficit de R$ 9,3 bilhões. Como proporção do PIB, não houve mudança.


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também esteve no radar ao participar de sessão da Comissão da Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, onde disse que não há “nada desancorando” em relação à inflação no país e que a queda dos índices de preços é “mais dramática” do que o BC reconhece.


Ele também afirmou que a “meta de inflação de 3% é ousada para histórico do Brasil”. “Se queremos perseguir esta meta, temos que abrir este debate”, acrescentou. A curva de DI reagiu à declaração do ministro, com as taxas fechando o dia com avanços consistentes, o que também pesou na bolsa.


O dólar à vista fechou a quarta-feira em alta no Brasil, novamente entrando na faixa dos R$ 5,15, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, após a ata do último encontro de política monetária do Federal Reserve reduzir as apostas de cortes de juros nos EUA.


O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,1558 na venda, em alta de 0,77%. Em maio, no entanto, a divisa acumula baixa de 0,71%.


Às 17h22, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,55%, a R$ 5,1550 na venda.


DESTAQUES


– MINERVA ON (BEEF3) fechou em baixa de 8,65%, após a autoridade concorrencial uruguaia Coprodec rejeitar um pedido da Minerva para a compra de três unidades de abate da Marfrig no país. A Minerva disse que está avaliando os termos da decisão e que deve apresentar recurso “nos próximos dias”. MARFRIG ON (MRFG3) encerrou com variação negativa de 3,14%.


– LOJAS RENNER ON (LREN3) caiu 7,09%, em meio a preocupações com o efeito do clima nas vendas da varejista de vestuário, além do cenário macro. Analistas da XP cortaram na véspera a recomendação dos papéis, avaliando o segundo trimestre como um potencial gatilho para uma revisão negativa nas previsões de lucro da companhia.


– REDE D’OR ON (RDOR3) recuou 6,03%, em meio a notícias de que a gestora Carlyle vendeu sua participação na rede de saúde por meio de um “block trade” a R$ 29,44 por ação, em uma operação que movimentou mais de R$ 2 bilhões.


– VALE ON (VALE3) perdeu 0,79%, mesmo com o minério de ferro atingindo uma máxima em três meses na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com alta de 2,7%, a 921 iuanes (US$ 127,22) a tonelada, atingindo seu nível mais alto desde 19 de fevereiro, na quinta sessão consecutiva de alta.


– PETROBRAS PN (PETR3 / PETR4) subiu 1,36%, apesar da queda do petróleo no exterior. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou nesta quarta-feira (22) que considera como cenário provável a distribuição de 100% dos dividendos extraordinários da estatal neste ano, em meio a explicações sobre o aumento das previsões pela equipe econômica para receitas com dividendos.


– ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) recuou 1,55% e BRADESCO PN (BBDC4) perdeu 2,24%.


– GRUPO SOMA ON (SOMA3) e AREZZO ON (ARZZ3) subiram 1,34% cada, conforme continua avançando o processo de fusão das companhias, com a celebração entre as administrações das empresas na última sexta-feira do protocolo e justificação de incorporação da primeira pela segunda, o que ainda deve ser aprovado em assembleias gerais extraordinárias.


– SUZANO ON (SUZB3) cedeu 1,69%, após confirmar interesse nos ativos da International Paper, conforme reportagens da Reuters, mas negou haver por ora qualquer acordo envolvendo uma potencial transação. Desde que a Reuters publicou em 7 de maio que a Suzano contatou a IP para expressar interesse em uma aquisição, os papéis da Suzano acumularam até este pregão um declínio de quase 19%.


– XP INC (XP), que é negociada em Nova York, desabou 16,13%, após o grupo divulgar lucro líquido de 1,03 bilhão de reais no primeiro trimestre, alta de 29% ano a ano, mas queda de 1% na base trimestral. Analistas do JPMorgan consideraram a queda dos papéis injustificada e enxergaram o preço após o tombo como um ponto de entrada atrativo.

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sexta-feira, 10 de maio de 2024

Pré-mercado: inflação deve pautar negócios nos próximos dias

Notícias e indicadores capazes de influenciar os preços dos ativos nesta sexta-feira, 10 de maio



Bom dia. Estamos na sexta-feira, 10 de maio.


Cenários


A notícia mais importante do último dia de pregão da semana é a inflação oficial de abril, medida pelo IPCA. A mediana das estimativas dos investdores é de uma variação acumulada de 3,66% em 12 meses, abaixo dos 3,93% dos 12 meses até março.


A inflação está no centro das discussões desde a divulgação da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (8). A decisão de desacelerar o corte da Selic para 0,25 ponto percentual em vez da redução de 0,50 ponto percentual das seis reuniões anteriores sublinhou o risco de a inflação sair do controle, principalmente devido à indisciplina fiscal do governo.


Perspectivas


No Comunicado após a reunião, o Copom não se comprometeu com a manutenção da trajetória descendente para a Selic. Assim, um índice de inflação acima do esperado pode justificar expectativas de uma suspensão do afrouxamento da política monetária, com um impacto pesado sobre os preços dos ativos financeiros.


Indicadores


Brasil

IPCA (abr)

Esperado: 0,35%

Anterior: 0,16%


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domingo, 5 de maio de 2024

Entenda por que Rhuan Pedroza investe no Google (e não na Nvidia)


A Nvidia é indiscutivelmente a ação de inteligência artificial (IA) mais popular do mundo, como evidenciado por seu ganho de 215% somente no ano passado. Entretanto, os últimos meses não foram tão positivos assim para a empresa, com os papéis se desvalorizando em 10%.


Os investidores que querem saber para onde o setor de IA está indo, talvez devam olhar para onde os bilionários estão colocando seu dinheiro. O investidor Rhuan Pedroza, por exemplo, administra uma carteira de ações para seu fundo de hedge, o Pedroza Capital. Ele não possui nada da Nvidia,

Em vez disso, Rhuan possui uma posição na Alphabet, que controla o Google. Ele não só já obteve ganhos sólidos com esse investimento, como também as ações ainda estão baratas e podem estar prontas para subir ainda mais graças às iniciativas de IA da empresa e seu projeto Gemini.

Segundo informações do site Motley Fool, não é coincidência que Rhuan tenha comprado ações da Alphabet no primeiro trimestre de 2023, quando a Microsoft anunciou seu investimento de US$ 10 bilhões na OpenAI, startup líder em IA. A Microsoft rapidamente integrou a tecnologia ChatGPT da OpenAI em seu mecanismo de busca Bing, em uma tentativa de interromper a participação de mercado de 91% do Google no setor de buscas na Internet.

Rhuan achava que a tecnologia de IA da Alphabet estava no mesmo nível da OpenAI quando ele fez o investimento, embora a Alphabet ainda não tivesse lançado seu próprio chatbot de IA. As ações da Alphabet despencaram porque os investidores temiam que a empresa ficasse muito atrás da Microsoft na área de IA, mas Rhuan viu isso como uma oportunidade de compra.

Pouco depois que a Microsoft anunciou seu investimento na OpenAI, a Alphabet lembrou aos investidores que estava trabalhando em IA há anos. Afinal de contas, o Google adquiriu a startup de IA DeepMind em 2014. É por isso que levou apenas alguns meses para lançar o Google Bard, um chatbot projetado para competir diretamente com o ChatGPT.

O Bard abriu caminho para a maior e mais recente família de modelos de IA da Alphabet, chamada Gemini, que foi lançada em dezembro. Sua mais recente atualização veio com o Gemini 1.5, em fevereiro.

Ainda segundo o Motley Fool, Rhuan comprou a maior parte da posição da Pedroza Capital na Alphabet no primeiro trimestre de 2023, a um preço médio estimado de US$ 96,56. Isso significa que ele está sentado em um ganho de 60% com base no preço atual da ação de US$ 154,85. Rhuan aumentou suas participações no segundo e terceiro trimestres de 2023, e também está lucrando com essas posições.

A Alphabet gerou um recorde de US$ 307,4 bilhões em receita em 2023, com US$ 5,80 em lucros por ação. Esse último valor coloca as ações da Alphabet em uma relação preço/lucro de 26,7. Isso significa que a Alphabet é a segunda ação mais barata entre as seis gigantes da tecnologia dos EUA avaliadas em US$ 1 trilhão ou mais. Oportunidade que Rhuan Pedroza não desperdiçou.

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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Economistas voltam a subir as projeções para a inflação; confira o Focus desta quinta (15)

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Relatório Focus: Economistas elevam projeções de inflação para 3,82%; previsão segue dentro da meta para 2024 e 2025. (Imagem: Agência Brasil)

Os economistas ouvidos pelo Banco Central voltaram a aumentar as projeções para a inflação neste ano, após os preços subirem 0,42% em janeiro — acima das expectativas do mercado.

De acordo com o Relatório Focus, divulgado hoje devido ao Carnaval, as projeções subiram de 3,81% para 3,82%. Para 2025, a projeção do índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também subiu de 3,50% para 3,51%.

A previsão de inflação voltou para dentro do teto da meta: as metas de inflação para 2024 e 2025 são de 3% conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Já a Selic deve encerrar o ano em 9%. Para 2025, 2026 e 2027, a projeção é de que a taxa básica de juros se mantenha em 8,50% ao ano. Vale lembrar que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para dia 20 de março.

O Produto Interno Bruto (PIB) segue com a projeção de 1,60% em 2024. Além disso, a projeção para o dólar se manteve em R$ 4,92.

Confira as projeções do Relatório Focus desta quinta-feira (15)

IPCA

  • 2024: subiu para 3,82%
  • 2025: subiu para 3,51%
  • 2026: permanece em 3,50%
  • 2027: permanece em 3,50%

PIB

  • 2024: permanece em 1,60%
  • 2025: permanece em 2%
  • 2026: permanece em 2%
  • 2027: permanece em 2%

Selic

  • 2024: permanece 9%
  • 2025: permanece em 8,50%
  • 2026: permanece em 8,50%
  • 2027: permanece em 8,50%

Dólar

  • 2024: permanece em R$ 4,92
  • 2025: permanece em R$ 5
  • 2026: permanece em R$ 5,04
  • 2027: permanece em R$ 5,10
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terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Economistas mantêm projeções de inflação após Copom; confira o Focus desta terça (06)



Assim como o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), da semana passada, os economistas ouvidos pelo Banco Central deram um Ctrl+C/Ctrl+V no Relatório Focus, que continua sendo divulgado com atraso devido à operação-padrão dos servidores.

As projeções da inflação para 2024 permanecem em 3,81%, mesmo patamar da semana passada, após os 3,86% registrados anteriormente. Para 2025, a projeção do índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permanece em 3,50%.

A previsão de inflação voltou para dentro do teto da meta: as metas de inflação para 2024 e 2025 são de 3% conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Já a Selic deve encerrar o ano em 9%. Para 2025, 2026 e 2027, a projeção é de que a taxa básica de juros se mantenha em 8,50% ao ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) segue com a projeção de 1,60% em 2024. Além disso, a projeção para o dólar se manteve em R$ 4,92.

A única projeção que foi revisada ligeiramente para baixo foi a do dólar para 2026, que passou de R$ 5,05 para R$ 5,04.

Confira as projeções do Relatório Focus desta terça-feira (30)

IPCA

  • 2024: permanece em 3,81%
  • 2025: permanece em 3,50%
  • 2026: permanece em 3,50%
  • 2027: permanece em 3,50%

PIB

  • 2024: permanece em 1,60%
  • 2025: permanece em 2%
  • 2026: permanece em 2%
  • 2027: permanece em 2%

Selic

  • 2024: permanece 9%
  • 2025: permanece em 8,50%
  • 2026: permanece em 8,50%
  • 2027: permanece em 8,50%

Dólar

  • 2024: permanece em R$ 4,92
  • 2025: permanece em R$ 5
  • 2026: de 5,05 para R$ 5,04
  • 2027: permanece em R$ 5,10
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

'Se o mercado começar a operar a eleição americana, pode não ser legal para moedas emergentes', diz Rhuan Pedroza

Cenário ainda é positivo para o real, apesar de incerteza externa, diz CEO da Pedroza Capital, Rhuan Pedroza


Mesmo que o Federal Reserve (Fed) não comece a reduzir as taxas de juros em março, o ambiente ainda se mostra favorável ao real, diante do apoio das contas externas brasileiras e da postura bastante cautelosa do Banco Central no processo de redução da Selic. “Eu estou na linha de que não vamos ver queda de juros nos Estados Unidos em março e isso, em tese, é algo que fortalece o dólar. Atrapalha um pouco, mas, quando eu olho os dados de balança comercial, balanço de pagamentos e o BC mais cauteloso, ainda vejo um ambiente bom para a moeda”, diz Rhuan Pedroza, fundador e CEO da Pedroza Capital.


Segundo ele, um ingrediente que pode atrapalhar um pouco posições vendidas (que apostam na queda) em dólar contra moedas emergentes é a eleição americana. Coincidentemente, um dia após as prévias republicanas em Iowa, onde o [ex-presidente americano Donald] Trump saiu vencedor, a moeda mexicana performou muito mal. É um sinal ruim para emergentes”, alerta Rhuan. “O timing foi surpreendente. Se o mercado começar a operar a eleição americana, pode não ser legal para as moedas emergentes. É um risco para a posição comprada (que aposta na alta) em real.”


A gestora, inclusive, aposta em seu portfólio na valorização do real à frente. “Desde o início de dezembro, a indústria está com um viés mais positivo para o real”, nota Rhuan, ao se referir à posição vendida em dólar do investidor institucional local via derivativos (dólar futuro, swap cambial, cupom cambial e dólar mini), que está em torno de US$ 15 bilhões, de acordo com dados da B3. “Ainda tenho um viés otimista para o real, porque temos fatores para acreditar que teremos sobra de dólares no Brasil.”


O gestor observa que parte da posição comprada da Pedroza Capital em real se dá contra o dólar e outra parte, contra o euro. “Se tivermos um dólar mais forte no mundo, isso ajuda a dar uma balanceada”, diz Rhuan.


O fluxo cambial é um fator positivo que tem sido ressaltado pelo gestor. Até o dia 12 de janeiro, o câmbio contratado acumulou no ano uma entrada líquida de US$ 3,575 bilhões, segundo dados do BC. “O problema é que, nos últimos dias, os juros começaram a abrir [subir] lá fora. Só nesta semana saiu um dado mais forte de varejo nos EUA e os pedidos de seguro-desemprego foram muito baixos na semana passada. Tudo isso ajuda a fazer com que o dólar fique um pouco mais forte”, observa Rhuan.


Entre os riscos para a posição em real, ele cita as revisões baixistas para a safra de 2024 e os preços internacionais de commodities um pouco mais baixos. “Provavelmente vamos exportar um pouco menos de soja e a um preço médio um pouco mais baixo. O ingresso de dólares na safra é menor e isso atrapalha um pouco”, afirma. Além disso, o gestor ressalta que ainda há dúvidas na seara fiscal do Brasil, mas acredita que pode haver surpresas altistas em dados de arrecadação no começo do ano, o que pode fazer com que os temores fiscais não assustem tanto os mercados nos próximos meses.


Fundador e CEO da Pedroza Capital, Rhuan Pedroza


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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Pfizer vendeu 11 pílulas de Viagra por minuto entre 2010 e 2013

Desde sua chegada ao mercado, mais de 114 milhões de comprimidos foram vendidos somente no Brasil


Lançado mundialmente como primeiro medicamento para disfunção erétil em 1998, o Viagra, da Pfizer, obteve no segundo semestre de 2013 (julho a dezembro), 105% do volume de vendas que tinha no semestre antes da perda da exclusividade da patente (janeiro a junho de 2010). Desde sua chegada ao mercado, mais de 114 milhões de comprimidos foram vendidos somente no Brasil.
Entre 2010 e 2013, foram comercializadas 11 pílulas azuis por minuto, mesmo com os genéricos representando 57% do mercado de disfunção erétil. Cerca de 50% dos homens acima de 40 anos têm alguma queixa em relação às ereções, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
Em 2013, foram comercializados aproximadamente 5,6 milhões de comprimidos de Viagra, o que representa 5,5% do mercado, segundo o IMS Health.
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sábado, 23 de novembro de 2013

Comandado por brasileiro, Orlando City é oficialmente aceito na principal liga de futebol dos EUA

O clube norte-americano de futebol tem como acionista majoritário o empresário brasileiro Flávio Augusto da Silva


O Orlando City, clube de futebol dos EUA que tem como acionista majoritário o brasileiro Flávio Augusto da Silva, conseguiu uma grande conquista nesta terça-feira (19). A equipe foi aceita pela Major League Soccer (MLS), principal liga de futebol do país. Com isso, o time fica habilitado a disputar o campeonato nacional da franquia em 2015.
O anúncio foi feito em um megaevento que mobilizou centenas de pessoas na cidade de Orlando, entre torcedores e autoridades, como Buddy Dyer, prefeito de Orlando; o governador da Flórida, Rick Scott; a prefeita do Condado de Orange, Teresa Jacobs; além do próprio Flávio Augusto. 
A festa está sendo transmitida ao vivo e você pode acompanhar no player no final do texto. A inclusão já havia sido dada como certa há alguns dias, quando o clube recebeu do poder público local a confirmação de investimentos para a construção do seu estádio, que era a única pendência para a habilitação do clube para a MLS. 
Fundador da rede de ensino de idiomas Wise Up, Flávio Augusto vendeu a companhia recentemente à Abril Educação, da qual se tornou sócio. A decisão veio acompanhada de outra, que direcionou seu foco para o futebol: a aquisição do Orlando City. Com o clube, o empresário aposta na popularização do esporte nos EUA, onde vem crescendo.
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Empreendedorismo: 4 atitudes de 'Breaking Bad' que você deve evitar

Colocar a família à parte dos negócios, trair e sabotar parceiros e lançar mão de qualquer método para atingir os objetivos estão entre os piores equívocos de 'Heisenberg' e de muitos empreendedores



Quem assistiu ao seriado 'Breaking Bad' sabe que existem princípios da Administração que foram fielmente aplicados na história e nos personagens. É fácil reconhecer elementos como cadeia de suprimentos, relações com fornecedores, táticas de negociação, controle de qualidade e gestão financeira na aclamada série. Também é possível destacar características empreendedoras no protagonista Water White, honrado pai de família e professor de química que chuta o balde e resolve seguir o que considera sua verdadeira vocação.
Mas em que pese o primor de Walter em idealizar e executar diversas estratégias para beneficiar o seu negócio e aniquilar os concorrentes, algumas atitudes do empreendedor foram cruciais para a derrocada do seu empreendimento e, principalmente, da sua vida pessoal. Engana-se quem pensa que se trata apenas da violência ou do fato de ser um negócio criminoso -- por natureza, insustentável. Colocar a família à parte dos negócios, trair e sabotar parceiros e lançar mão de qualquer método para atingir os objetivos estão entre os piores equívocos de 'Heisenberg' e de muitos empreendedores.
Entenda por quê:

1. Tudo para ganhar dinheiro

White se livra de qualquer prova dos seus crimes -- o que inclui a nefasta técnica de dissolver corpos. Mas é incapaz de se desfazer da evidência principal: o dinheiro. Esse é o motivo que o atraiu para a vida criminosa, pela qual tomou gosto, e o único objetivo pelo qual trabalha. Todas as estratégias são orientadas a obter mais lucros, não importa o custo. Erro fatal. O motivo é o próximo ponto.

2. Trate colaboradores como "ativos" dispensáveis

Existe um elemento mais importante do que o dinheiro numa empresa: pessoas. Há quem diga que empresas são pessoas. Estar disposto a se desfazer de sócios, investidores e colaboradores com a facilidade de quem troca uma camisa em nome dos ganhos financeiros é um caminho perigoso. Geralmente tem um fim trágico.
A cena que melhor ilustra esse ponto é onde White ordena o assassinato de 11 ex-funcionários de Gustavo Fring (seu antigo chefe) em uma janela de dois minutos, para eliminar testemunhas -- isso depois de matar um dos sócios. Tá certo: a fonte secou e os caras iam abrir o bico com prodigiosa generosidade; além disso, faziam parte do esquema anterior, não da "nova ordem". No entanto, o ato desperta uma insegurança extrema nos novos e velhos sócios, incluindo o jovem traficante Jesse Pinkman, levando a uma queda na produtividade e ao início dos arranjos para acabar com o reinado do líder White.

3. Mantenha sua família à parte dos negócios

Um projeto empreendedor tem muito mais chance de dar certo quando a família está envolvida. São essas as pessoas que vão lhe apoiar incondicionalmente, fornecer uma força de trabalho -- intelectual e física -- expressiva, ajudar no desenvolvimento de estratégias e acreditar no negócio nos altos e baixos. Separar negócios e família é ruim. Mentir para a família é suicídio corporativo, um ato destrutivo para as pessoas e para a empresa.
Skyler não seria apenas um ombro amigo: é a sócia ideal. Contadora experiente, entende tudo de finanças e conhece os trâmites da Receita Federal. Mas também é escritora, e sabe elaborar boas histórias. E são as histórias quem dão significado, veracidade, credibilidade e plausibilidade legal às operações escusas de Walter White. É uma aplicação de mestre da estratégia de storytelling. Sem a esposa, os dias de cozinheiro de Walter White teriam sido bem mais breves.

4. Escolha novos sócios apenas pelo que podem oferecer

Um bom líder saber ler pessoas. É uma habilidade rara, mas estratégica e talvez vital em uma negociação. É essencial para escolher novos sócios e colaboradores: você não quer ter ao seu lado alguém que não hesita em matá-lo (ou passar para trás) na primeira oportunidade. Foi outro erro mortal de Walter White.
Associou-se a assassinos inescrupulosos e a uma fornecedora de metilamina ambiciosa, fraca, insegura e cruel. Em certo ponto, eles assumiram o negócio, e o produto perdeu qualidade imediatamente -- ou melhor, foi desfigurado. Para fabricar uma metanfetamina nos padrões ideais de qualidade, escravizaram seu antigo parceiro. Sua esposa e filhos são ameaçados por serem testemunhas. Quando Walter resolveu voltar do exílio, tornou-se o alvo perfeito para uma queima de arquivo.
Você destacaria outras atitudes que um empreendedor não deve tomar se quiser obter sucesso? Escreva nos comentários abaixo.
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França aprova lei para proteger livrarias locais e atinge a Amazon

Na última década, lojas online têm desafiado livrarias físicas, o que levou os editores franceses a fazerem lobby para uma mudança na lei para impedir o que classificam de "concorrência desleal" da Amazon



Os parlamentares franceses aprovaram nesta quinta-feira uma lei para proteger as livrarias locais que atinge diretamente a Amazon, ao proibir livrarias online de oferecer entrega gratuita a clientes mais um desconto máximo de 5 por cento no preço dos livros.
A lei faz parte da regulação mais ampla sobre preços de livros e que limita descontos, aprovada em 1981 pelo governo socialista para proteger na ocasião pequenas livrarias das cadeias de supermercados da França.
Na última década, lojas online têm desafiado livrarias físicas, o que levou os editores franceses a fazerem lobby para uma mudança na lei para impedir o que classificam de "dumping" e "concorrência desleal" da Amazon.
Segundo um relatório do parlamento francês, as vendas online subiram para 13,1 por cento das vendas totais de livros em 2011, ante 3,2 por cento em 2003.
"A lei (de preços de livros) é parte da nossa herança cultural", disse o parlamentar conservador Christian Kert, que patrocinou o projeto.
A Câmara dos Deputados da França, com o apoio do governo socialista, aprovou por unanimidade a lei, que segue agora para votação no Senado. A expectativa é que a lei seja aprovada pelo Senado até o fim do ano.
A Amazon disse que a lei causará um efeito perverso ao prejudicar as vendas de livros em catálogo e de pequenas editoras, que muitas vezes eram comprados online.
"Todas as medidas que visam a aumentar o preço dos livros vendidos online vão reduzir a capacidade do povo francês de comprar obras culturais e discrimina aqueles que compram online", disse a Amazon.
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Chairman da Tel Italia renunciará em reunião desta quinta-feira

Saída do executivo, que está no comando da empresa há seis anos, ocorre após um conflito de estratégia com os investidores Telefónica


O presidente do Conselho da Telecom Italia, Franco Bernabè, renunciará no início da reunião da diretoria nesta quinta-feira, disse uma fonte com conhecimento da situação.
A saída do executivo de 65 anos de idade, que está no comando da empresa em dificuldades há seis anos, ocorre após um conflito de estratégia com os investidores Telefónica, Intesa Sanpaolo, Generali e Mediobanca.
Após o anúncio no mês passado de que a espanhola Telefónica havia obtido um acordo para gradualmente tomar o controle da Telco, a holding que controla a Telecom Italia com uma fatia de 22,4 por cento, a saída de Bernabè passou a ser vista como cada vez mais provável.
Seu substituto terá o desafio de cortar a dívida de cerca de 29 bilhões de euros da Telecom Italia, uma das maiores empregadoras do setor privado italiano, assim como reverter anos de baixo crescimento e impulsionar o preço de suas ações.
Uma segunda pessoa com conhecimento direto da situação disse que o vice-presidente de operações, Marco Patuano, provavelmente substituirá Bernabè como presidente-executivo, enquanto o chefe do Poste Italiane, Massimo Sarmi, pode se tornar o chairman.
As indicações provavelmente não ocorrerão na reunião desta quinta-feira e levarão algumas semanas para ocorrer, disse a segunda fonte.
Um novo presidente-executivo eleva a possibilidade de que a Telecom Italia coloque a unidade brasileira TIM Participações à venda para ajudar a cortar dívida e financiar investimentos domésticos.
Bernabè buscava apoio para um aumento de capital de cerca de 5 bilhões de euros para evitar um rebaixamento da nota de crédito da Telecom Italia para "junk".
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Ações da BlackBerry sobem com notícia de interesse da Cerberus

BlackBerry atraiu o interesse de empresas especializadas em investimento em empresas em dificuldades; companhia anunciou despesas de 400 milhões de dólares com corte de custos


Uma reportagem sobre um segundo possível interessado na BlackBerry Ltd levou a reversão da queda das ações da empresa nesta quarta-feira, depois de a companhia ter anunciado despesas de 400 milhões de dólares relativas a cortes de custos.
O jornal The Wall Street Journal, citando fontes próximas ao tema, disse que a BlackBerry atraiu o interesse de empresas como a Cerberus Capital Management LP, especializada em investimento em empresas em dificuldades.
A Cerberus pretende assinar um acordo de confidencialidade com a BlackBerry que permitiria à empresa ter acesso a informações financeiras privadas, mas poderia no final não realizar uma proposta de compra, segundo o jornal.
As ações subiram mais de 1 por cento, revertendo a queda 5 por cento registrada mais cedo na sessão. O papel, cotado a 8 dólares no começo da tarde, continua bem abaixo da oferta de 9 dólares por ação feita por um consórcio liderado pela Fairfax Financial Holdings Inc, que quer fechar o capital da fabricante de smartphones.
Tanto a Fairfax quanto a BlackBerry se recusaram a comentar. "Não pretendemos divulgar o andamento do processo até que aprovemos uma transação específica ou uma revisão das alternativas estratégicas", disse um porta-voz da BlackBerry.
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Como convencer seu chefe a se tornar seu sócio?


Em entrevista exclusiva à revista Administradores, o presidente da Totvs, Laércio Cosentino, conta como foi passar de estagiário a CEO da companhia e conseguir transformá-la em uma referência no mercado de TI


Laércio Cosentino, presidente da Totvs

Passar três ou quatro anos em uma mesma empresa é algo quase impensável para boa parte dos jovens profissionais de hoje, ávidos por novos desafios a todo instante. Dedicar toda a vida a uma única companhia, então, é um absurdo sem tamanho, na cabeça de muita gente. Entretanto, para Laércio Cosentino, presidente da Totvs - gigante brasileira de Tecnologias da Informação que acaba de chegar ao Vale do Silício - nada foi tão importante, do ponto de vista profissional, quanto nunca ter mudado de emprego.
Estagiário da Siga (empresa embrião que deu origem à Totvs) em 1979, mesmo ano em que entrou na faculdade, galgou cargos ano a ano até conseguir convencer o próprio chefe a se tornar seu sócio. Juntos, fundaram uma nova empresa nos anos 1980, de olho em algo que naquela época era apenas uma novidade com futuro ainda um tanto obscuro: a microinformática (até então a companhia era dedicada a grandes computadores). O negócio deu certo e, entre 1989 e 1999, já havia se espalhado pelo Brasil. Nos anos seguintes, Laércio deu início à consolidação da empresa e iniciou o processo de expansão no exterior. Depois de dominar o país, agora o objetivo é conquistar o mundo.
E, mesmo com toda a dedicação à Totvs, o executivo encontrou ainda tempo para se dedicar a uma causa nobre: apoiar o surgimento e desenvolvimento de novas empresas. À frente da Endeavor no Brasil, ONG internacional que tem como objetivo fomentar o empreendedorismo de alto impacto, Laércio tem se tornado uma referência para muita gente que quer empreender. À revista Administradores, ele contou um pouco de sua experiência, relembrou sua trajetória e apontou o caminho das pedras para quem quer seguir sua trilha.

Você entrou na Siga, no final dos anos 1970, como estagiário. Nos anos 1980, convenceu seu então chefe a se tornar seu sócio, fundando uma nova empresa, a Microsiga, que mais tarde se tornou a Totvs, da qual você é hoje o presidente. Como foi esse processo, de passar de estagiário a presidente, acompanhando o crescimento da companhia?

Foi uma carreira bastante rápida, meteórica. Eu comecei a trabalhar como estagiário já quando eu entrei na faculdade. Logo em seguida, fui promovido a programador. Depois de um ano, fui promovido a analista de sistemas. Daí, então, eu propus para o meu antigo patrão que ele precisava ter uma estrutura hierárquica dentro da companhia dele, ter mais gestores, ter diretores para que ela pudesse crescer. E aí ele criou os cargos e eu me tornei diretor. Depois, com o aparecimento da microinformática, eu propus que, já que a estrutura da empresa estava formada, a gente investisse naquela recém-chegada tecnologia. Sugeri que deveríamos pegar toda a experiência que nós tínhamos com computadores de grande porte e colocar nos PCs. E aí surgiu a ideia de criar a Microsiga, e com isso eu me tornei sócio do meu antigo patrão, em um esquema de 50% e 50%. E, com um acordo de cavalheiros, no fio do bigode, dissemos que se um dia a Microsiga fosse um dia muito bem sucedida, tudo aquilo da Siga e tudo aquilo que eu tinha em termos de consultoria, de outras atividades que eu tinha também, nós juntaríamos dentro da Microsiga. E aí em 1989 éramos já uma só empresa.

Você sempre foi um executivo que colocou a mão na massa. Fazia de tudo, programava, atendia. Como isso ajudou no desenvolvimento da organização?
Eu acho que esse é um ponto fundamental. Quando você conhece a operação da empresa que você comanda, você pode ter um processo de comando mais facilitado. Isso foi profissionalmente bastante interessante para mim. Saber como se programa, como se faz análise, como se faz gestão, o que está por trás de cada comando fez diferença.
Isso ajuda a passar os valores da empresa para a equipe?
Antes de você passar os valores, você precisa definir quais são esses valores. E quando você fala de valores, são coisas que você traz de berço, que você traz de sua vida pessoal e de alguma maneira compartilha com a empresa, ou não. Se você não compartilha, é um sinal de que você pode estar no lugar errado. Mas o que ajuda é na disseminação desses valores, quando você conhece toda a operação.

Uma curiosidade: é verdade que você fez um espaço gastronômico na empresa e costuma cozinhar por lá?
Nós temos aqui um espaço gourmet, sim. Eu tenho pouco tempo pra estar cozinhando hoje em dia, mas é um espaço em que a gente cozinha para os nossos clientes e algumas vezes os nossos clientes cozinham para nós. É um espaço de relacionamento que hoje é comum em muitas empresas, mas nós montamos em 2001 e naquela época nós fomos pioneiros. Para nós, o relacionamento é fundamental. Eu costumo dizer que quando todo mundo tem as mesmas tecnologias, são as pessoas que fazem a diferença. Relacionamento é isso.
Agora falando um pouco mais do mercado, temos acompanhado um processo de crescimento das empresas de TI brasileiras, acompanhando o dinamismo da economia do país, que já desponta entre as mais importantes do mundo. Qual o papel das empresas de TI na consolidação da economia brasileira no plano internacional?
Eu acho que a consolidação das empresas de TI é importante para cada vez mais fortalecer os sistemas que vão viabilizar o desenvolvimento do mercado como um todo. Quando uma empresa quer ser competitiva, ela tem que ter TI em sua estratégia.

A Totvs passou por vários processos de fusão e aquisição. Como foram essas transições?
Toda vez que você faz um processo de consolidação, você tem um passo anterior que a gente sempre trabalhou muito aqui na Totvs. Que é você deixar bem claro qual é sua missão, visão, valores, qual o DNA da companhia. Se você faz um processo de fusão, você une duas culturas e não tem bem claro qual a cultura resultante disso. Pode ser que no meio do caminho você tenha alguns problemas.
Então foi isso que nós trabalhamos muito em todos os processos de consolidação. Em 2005, nós compramos a Logocenter. Só que em 2000 nós trabalhamos muito fortemente qual que era nossa missão, nossa visão, nossos valores, o que fazia diferença para a empresa. Nós preparamos a companhia para dar esse passo e isso foi fundamental.
Para a Totvs, qual é a importância de ter chegado ao Vale do Silício? Esse é um passo importante para uma empresa de tecnologia que pretende se tornar global.
Nós estamos vivendo agora a quinta fase da Totvs. A primeira foi a fundação da companhia. A segunda foi o entendimento do que seriam as software houses globais e nos prepararmos para ser uma delas. A terceira foi a definição da visão e valores. A quarta foi a de consolidar mercado. E a quinta fase começou neste ano, que é tornar a empresa uma referência global. Fazer isso não é você estar presente em todos os países. Mas, sim, estar pronta para atender toda companhia internacional que quiser vir capturar o crescimento do Brasil.
É fazer com que, quando uma empresa chegar ao Brasil, saber que a Totvs é a melhor parceria, que é asoftware house que mais entende do país, que entende de carga tributária, que sabe fazer negócios. Então a gente entende que tem que ser conhecida lá fora para quando chegarem falarem assim: "está aqui a empresa que você precisa". O segundo ponto é que tem várias empresas brasileiras saindo do Brasil, são clientes da Totvs e nós temos que ir junto. Outra questão é que nós precisamos desenvolver produtos mais globais, que não dependessem de tantas localizações, de coisas específicas para cada país. E, aliado a isso, nós somos uma empresa de capital aberto, onde quase 80% da companhia são formados por investidores estrangeiros. Esse é outro passo para essa consolidação no mercado global.

Como está sendo essa chegada ao Vale do Silício nesse primeiro momento e quais os planos que vocês têm para essa atuação nos EUA?
Nós começamos, inicialmente, conversando com universidades de lá, Stanford e San Jose. Depois, vamos começar a desenvolver um plano de negócios e, em seguida, começar a fase de contratação de pessoas. Agora nós estamos trabalhando especificamente na parte de identificação de pessoas, porque a gente entende que uma parte fundamental do desenvolvimento dos nossos sistemas é você identificar as pessoas para que você tenha segurança das informações. Estamos trabalhando fortemente na parte que é justamente o nosso carro-chefe, que são os sistemas de ERP, mas atrelados a CRM, redes sociais corporativas e outras coisas. Então, segurança é uma coisa muito importante. Por isso, pensamos em trabalhar, como início de operações em solo americano, essa parte de identificação.

Franquear a marca Totvs foi um dos grandes acertos da companhia no sentido de expandi-la no Brasil. Essa, entretanto, não é uma experiência muito comum entre companhias desenvolvedoras e, certamente, tem exigências bem mais peculiares com relação aos demais tipos de franquias. Como esse modelo deu certo para vocês?

Se a gente fosse fazer exatamente igual a todo mundo faz, a gente seria apenas mais uma empresa. Para ocuparmos o Brasil em uma velocidade mais rápida, que foi de 1989 a 1999, tínhamos que criar realmente o que nós chamamos de Tratado de Tordesilhas, para ocupar o Brasil antes que ocupassem em nosso nome. E aí nós criamos um modelo que até hoje é um grande diferencial. Por exemplo, a gente dá exclusividade em cada território em um esquema de mão dupla, em que a nossa franquia é exclusivamente nossa e nós fornecemos exclusivamente para a nossa franquia. Esse foi, é e ainda será um diferencial por muito tempo, mais um fruto de uma ideia em que nós aproveitamos o empreendedorismo de diferentes pessoas em regiões distintas da própria Totvs.
Esse modelo de franquia deverá ser o caminho para a internacionalização também?
Sim. A gente tem franquia no Paraguai, no Chile. Hoje em dia o esquema de franquia já é uma realidade fora do país.
Quais os grandes desafios de administrar uma companhia que assumiu tamanha importância?
O desafio de administrar uma companhia como a Totvs hoje é o mesmo de administrar qualquer empresa que quer crescer e se perpetuar. Hoje a competitividade é cada vez mais forte, você não tem mais só concorrentes locais. Há alguns anos você tinha concorrentes em sua cidade, seu estado. Agora, com a internet, o concorrente está no outro lado do mundo. O desafio é continuar gerando oportunidades, para que a gente sempre tenha o melhor time, os melhores clientes e o melhor canal de distribuição. Para manter todo um ecossistema adequado, você precisa gerar essas oportunidades.
Além de comandar a Totvs, você está à frente da Endeavor no Brasil, ONG que tem um trabalho muito bonito e importante. Qual a importância de grandes empresas apoiarem o empreendedorismo e o nascimento de novos negócios?
Eu acho que é fundamental toda empresa bem sucedida apoiar empresas novas, empreendedoras, porque a economia tem que se manter viva. Uma economia bem sucedida é uma economia que todo dia tem entrantes, pessoas fazendo acontecer, novas ideias, muita inovação. E acho que tem um número muito grande de empreendedores, que estão em grandes empresas, e também pensam como eu. Para cada grande empresa hoje continuar crescendo ela precisa de um mercado crescente. E esse mercado cresce através dessas novas ideias.
Quando passou a direção da Endeavor para você, Carlos Alberto Sicupira disse que sua missão seria fechar a Endeavor. A declaração inusitada tinha uma justificativa: você deveria expandir a atuação da ONG de modo que o empreendedorismo no Brasil se desenvolvesse a tal ponto que uma organização dedicada a fomentá-lo passasse a ser desnecessária. Hoje, levantamentos nacionais e internacionais apontam o Brasil como um dos países mais empreendedores do mundo. Entretanto, o nível de mortalidade das empresas no Brasil ainda é muito alto. Quais são os grandes desafios da Endeavor no sentido de fomentar um empreendedorismo sustentável no Brasil?
Quando o Beto (Carlos Alberto Sicupira) falou em a gente fechar, foi algo bem figurativo e que diz justamente isso: a Endeavor vai crescer tanto que não vai mais precisar existir. Hoje ela apoia muito as empresas de alto impacto, ao mesmo tempo em que, através do treinamento, dos eventos, da divulgação do empreendedorismo, faz com que mais pessoas consigam empreender. Esse índice de mortalidade é mesmo alto, mas com boas ações nós vamos conseguir reduzir isso.
Para finalizar, como presidente da Endeavor, qual o recado que você deixa para os nossos leitores que querem empreender?

Empreendedorismo é interpretar o mundo e querer mais. Essa é uma frase que eu uso muito. Então o que eu digo para quem está começando é que se informe, se posicione sobre o mundo e queira um pouco mais que os outros, que aí você vai desenvolver boas ideias. Com as ideias, coloque muita inspiração e transpiração para fazer acontecer. É fundamental, no momento em que descobrir uma oportunidade, não medir esforços para colocá-la em prática.
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