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sexta-feira, 5 de julho de 2024

Ibovespa sobe com dados de emprego nos EUA

Mercado analisa dados de trabalho e monitora a política monetária dos Estados Unidos



O Ibovespa iniciou esta sexta-feira (5) em alta, refletindo números recentes sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos e especulações sobre as próximas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed).


Às 10h30, o índice registrava uma leve queda de 0,32%, aos 126.093,46 pontos. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 14 de agosto, subia 0,06%.


Os dados mais recentes indicam que a criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos desacelerou em junho, com a taxa de desemprego subindo para 4,1%. Esse cenário aumenta a probabilidade de o Fed conseguir controlar a inflação sem causar uma recessão. O Departamento do Trabalho dos EUA informou que a economia gerou 206 mil empregos fora do setor agrícola em junho, enquanto os números de maio foram revisados para baixo, de 272 mil para 218 mil vagas.


O relatório de emprego sinaliza que a tendência desinflacionária está se firmando após um aumento da inflação no primeiro trimestre. Essa perspectiva pode fortalecer a confiança das autoridades do Fed em relação ao controle da inflação e impulsionar o banco central a considerar cortes na taxa de juros ainda este ano. Desde julho passado, o Fed mantém sua taxa de referência na faixa de 5,25% a 5,50%. A ata da reunião de junho do Fed revelou que as autoridades notaram uma desaceleração na economia e uma diminuição das pressões sobre os preços.


Desde 2022, o Fed aumentou a taxa de juros em um total de 525 pontos-base para combater a inflação. O mercado financeiro continua otimista, especulando que o Fed possa iniciar um ciclo de afrouxamento monetário em setembro.


Paralelamente, o dólar apresentou uma alta frente ao real nas primeiras negociações desta sexta-feira, encerrando uma semana marcada pela desconfiança do mercado em relação às contas públicas brasileiras e críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à política monetária nacional. O dólar à vista subia 0,33%, cotado a 5,4926 reais. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,15%, a 5,5070 reais.

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quinta-feira, 4 de julho de 2024

Ibovespa sobe após Lula autorizar corte de gastos públicos; dólar cai 1,7%

Com volume reduzido devido ao feriado nos EUA, mercado reage positivamente a compromissos fiscais do governo brasileiro e queda do dólar



O Ibovespa buscava manter o viés positivo nesta quinta-feira (4), em meio a notícias de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou corte de gastos públicos, em uma sessão que deve ter volume reduzido por causa do feriado nos Estados Unidos.


O Ibovespa buscava manter o viés positivo nesta quinta-feira (4), em meio a notícias de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou corte de gastos públicos, em uma sessão que deve ter volume reduzido por causa do feriado nos Estados Unidos.


Em suas aparições públicas ao longo da quarta-feira, Lula não criticou a política monetária do BC ou mencionou a alta recente do dólar. Ele havia dito anteriormente que a valorização da moeda norte-americana se tratava de um “ataque especulativo”.


O governo trabalha com uma meta de déficit fiscal zero em 2024 e 2025, mas o alvo é visto com desconfiança por agentes do mercado, especialmente após indicações de resistência do Congresso em aprovar novas medidas que impulsionem a arrecadação, o que tem gerado pressão pela revisão de gastos.


No cenário externo, o mercado dos Estados Unidos está fechado por conta de feriado, o que deve diminuir globalmente o volume de negociações.


Dados econômicos dos EUA na quarta-feira apontaram para uma moderação do mercado de trabalho e ampliaram o otimismo dos investidores por um corte na taxa de juros do Federal Reserve ainda neste ano, o que também ajudou na forte queda da divisa norte-americana no Brasil.


Quanto mais o banco central dos EUA cortar os juros, pior para o dólar, que se torna comparativamente menos interessante quando os rendimentos dos Treasuries diminuem.


Na Europa, as atenções estarão voltadas nos próximos dias para eleições, com os britânicos indo às urnas nesta quinta-feira para, possivelmente, eleger um novo primeiro-ministro. Os franceses votam no domingo para formar o novo Parlamento.

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terça-feira, 2 de julho de 2024

Ibovespa sobe com commodities; dólar avança após alta histórica

O índice subia para 125 mil pontos, com destaque para Petrobras e Vale. O dólar avançava devido a preocupações fiscais



O Ibovespa abriu com sinal positivo nesta terça-feira (2), impulsionado pelo avanço das commodities, como petróleo e minério de ferro, beneficiando ações da Petrobras e da Vale. A SLC Agrícola também se destacava entre as maiores altas.


Às 10h25, o índice subia 0,14%, alcançando 125.016,23 pontos. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 14 de agosto, registrava um acréscimo de 0,32%. O dólar à vista avançava 0,12%, sendo cotado a R$ 5,6592 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha baixa de 0,41%, cotado a R$ 5,6515.


Na véspera, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,6538 na venda, uma alta de 1,13%, marcando o maior preço de fechamento desde 10 de janeiro de 2022, quando terminou em R$ 5,6723.


O mercado estava atento à nova entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã, na qual expressou preocupação com o recente movimento do câmbio no Brasil. Antes da abertura do mercado nesta terça-feira, em entrevista à Rádio Sociedade de Salvador, Lula afirmou que fará “alguma coisa” em relação à alta do dólar em relação ao real, mas evitou detalhar quais medidas serão tomadas “para não alertar os adversários”.


Lula mencionou que há atualmente um ataque especulativo ao real e que discutirá o que fazer em relação à alta do dólar ao retornar a Brasília na quarta-feira. Ele também voltou a criticar o Banco Central, dizendo que a autarquia não pode estar a serviço do sistema financeiro e do mercado.


Os comentários de Lula sobre o Banco Central somam-se às suas declarações recentes, que, segundo profissionais do mercado, têm contribuído para a alta do dólar frente ao real e o aumento da curva de juros no Brasil. Em 2024, a moeda norte-americana acumula uma elevação superior a 16%.


O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, alvo das recentes críticas de Lula, também falará nesta terça-feira em um evento do Banco Central Europeu (BCE) em Sintra, Portugal.


No exterior, há certa cautela antes da divulgação do relatório Jolts, que trará o número de vagas de emprego disponíveis nos Estados Unidos — uma medida da demanda por mão de obra. Os dados serão divulgados às 11h. O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, também participa do evento do BCE.

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quinta-feira, 27 de junho de 2024

Ibovespa abre em alta com commodities e privatização da Sabesp em foco

Investidores também analisam o Relatório de Inflação do Banco Central que melhorou a projeção do PIB em 2024



O Ibovespa abria com viés positivo nesta quinta-feira (27), apoiado pelo avanço de commodities como o minério de ferro e o petróleo, enquanto Sabesp era destaque no noticiário corporativo após a Equatorial ser a única a formalizar proposta pela posição de acionista de referência no processo de privatização da companhia.


Às 10h40 o Ibovespa tinha variação positiva de 0,60%, a 123.371,68 pontos. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 14 de agosto, subia 0,28%. Após atingir o maior valor em dois anos e meio, o dólar à vista abriu o dia em queda de 0,27%, a R$ 5,5042 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha baixa de 0,24%, aos R4 5,5155 reais.


Investidores também avaliavam o Relatório de Inflação do Banco Central, que trouxe uma melhora na projeção de crescimento do PIB para 2024, mas uma piora na expectativa de déficit em transações correntes. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, discutirá o relatório no final da manhã.


O BC informou que sua projeção para o PIB deste ano passou de 1,9% para 2,3%, ainda abaixo dos 2,5% estimados pelo Ministério da Fazenda. A projeção do BC para o déficit em transações correntes do Brasil em 2024 aumentou de 48 bilhões para 53 bilhões de dólares. Ao mesmo tempo, o BC reduziu a projeção de Investimentos Diretos no País (IDP) de 70 bilhões para 65 bilhões de dólares. Apesar da piora nas expectativas, o IDP ainda cobre o déficit em transações projetado.


Às 11h, Campos Neto e o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, concederão entrevista coletiva em São Paulo sobre o relatório. Antes disso, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o “Conselhão”.


No campo corporativo, a Equatorial Energia foi a única a formalizar uma proposta pela posição de acionista de referência no processo de privatização da Sabesp. Na semana passada, fontes afirmaram à Reuters que a empresa de saneamento Aegea e a Equatorial estavam entre os investidores interessados na oferta de ações que privatizará a Sabesp.


Além disso, a Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (27) dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão nas residências de ex-diretores da varejista Americanas, no âmbito da operação Disclosure, que investiga a participação de ex-diretores na fraude contábil bilionária que levou a empresa à recuperação judicial.


O ex-presidente-executivo da Americanas, Miguel Gutierrez, e a ex-diretora da varejista, Anna Saicali, terão seus nomes incluídos na lista vermelha de procurados pela Interpol, após a Polícia Federal não conseguir cumprir os mandados de prisão preventiva contra ambos, pois estão no exterior, segundo uma fonte.


No exterior, investidores estão atentos à divulgação de dados de auxílio-desemprego e Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, previstos para as 9h30. Os resultados podem provocar ajustes na curva de juros norte-americana, que oscila perto da estabilidade nesta manhã, e dar um rumo mais firme para o dólar.

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terça-feira, 25 de junho de 2024

Ibovespa cai com ata do Copom e expectativa de dados de inflação

Mercado reage à ata e aguarda importantes indicadores de inflação no Brasil e nos EUA



O Ibovespa caía nas primeiras negociações desta terça-feira (25) à medida que os investidores analisavam a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e aguardavam uma série de dados de inflação nesta semana.


Por volta das 10h30, o índice tinha queda de 0,11%, aos 122.503,33 pontos. O dólar à vista subia 0,43%, a R$ 5,4135 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,32%, a R$ 5,4140 na venda.


No cenário doméstico, o mercado analisava a ata da reunião do Copom na semana passada, quando os membros do BC decidiram manter a taxa Selic em 10,50% ao ano, interrompendo um ciclo de sete cortes de juros consecutivos.


No documento divulgado nesta terça-feira, as autoridades aprofundaram pontos levantados na semana anterior, reiterando uma postura de cautela diante de um ambiente global incerto e cenário doméstico marcado por resiliência na atividade, elevação de projeções de inflação e expectativas desancoradas.


A postura do BC atraiu críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, o que, junto de preocupações do mercado com as contas públicas brasileiras, impulsionaram o dólar no Brasil.


“No dia de hoje, a ata mais firme do Copom sugere a possibilidade de que nós teremos uma pressão baixista (para o dólar)”, disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.


“Por outro lado, faz algum tempo que a percepção de risco se mantém elevada e o comunicado do Copom na semana passada não conseguiu amenizar essa situação”, acrescentou.


Nesta semana, os investidores ainda voltam suas atenções para a divulgação de novos dados de inflação, em busca de sinais sobre o processo de controle dos preços a nível global.


O mercado nacional analisará na quarta-feira novos dados do IPCA-15 para junho, com expectativa de analistas consultados pela Reuters de alta de 0,45% na base mensal, ante 0,44% no mês anterior.


No cenário externo, os investidores estarão atentos à divulgação na sexta-feira de números do índice PCE de maio, o indicador de inflação preferido do Federal Reserve. Analistas projetam estabilidade, ante alta de 0,3% em abril.

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segunda-feira, 24 de junho de 2024

Ibovespa inicia semana em alta com foco em dados de inflação

Investidores aguardam divulgação de indicadores de preços no Brasil e nos EUA



O Ibovespa sobe nas primeiras negociações desta segunda-feira (24), abrindo uma semana em que os investidores estarão atentos à divulgação de dados de inflação do Brasil e dos Estados Unidos a fim de projetar o futuro da política monetária doméstica e global.


Por volta das 10h25, o índice subia 0,46%, aos 121.399,88 pontos. O dólar à vista caía 0,73%, a R$ 5,40 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,32%, a R$ 5,42 na venda.


Nesta semana, após sessões marcadas por decisões de política monetária no Brasil e em mercados desenvolvidos, os investidores voltam suas atenções para a divulgação de novos dados de inflação, em busca de sinais sobre o processo de controle dos preços a nível global.


O mercado doméstico analisará na quarta-feira novos dados do IPCA-15 para junho, com expectativa de analistas consultados pela Reuters de alta de 0,45% na base mensal, ante 0,44% no mês anterior.


As divulgações de números de inflação no Brasil têm ganhado importância à medida que as expectativas do mercado sobre os preços seguem subindo para este e o próximo ano, gerando preocupação nas autoridades do Banco Central.


Mais cedo, economistas consultados pelo BC em sua pesquisa Focus elevaram novamente a projeção para o IPCA ao fim deste ano, a 3,98%, ante 3,96% na semana anterior, e para 2025, a 3,85%, de 3,80%.


A visão da autarquia sobre a desancoragem das expectativas será elaborada mais uma vez na terça-feira, quando o BC divulgar a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que foi decidida a manutenção da taxa Selic em 10,50% ao ano.


No Focus desta segunda-feira, os economistas ainda elevaram sua projeção para o valor do dólar ao fim deste ano, visto agora em 5,15 reais, ante 5,13 reais na semana passada, em meio à fraqueza recente da moeda brasileira.


No campo corporativo, o Magazine Luiza comunicou  que fechou um acordo inédito com a plataforma de marketplace chinesa Aliexpress para a listagem e venda de seus produtos em ambos os marketplaces, conforme busca potencializar seu e-ecommerce.


O Aliexpress, do Alibaba, passará a vender como seller do marketplace do Magazine Luiza (3P), enquanto a companhia brasileira oferecerá produtos do seu próprio estoque na plataforma brasileira do Aliexpress.


No cenário externo, os investidores estarão atentos à divulgação na sexta-feira de números do índice PCE de maio, o indicador de inflação preferido do Federal Reserve. Analistas projetam estabilidade, ante alta de 0,3% em abril.


Após um início de ano em que os preços registraram altas acima do esperado nos EUA, os números mais recentes têm mostrado uma maior moderação, fornecendo confiança aos mercados sobre o processo de desinflação nos EUA.


Apesar da exibição de cautela por parte das autoridades do Fed, um corte de juros em setembro tem sido amplamente projetado por operadores, o que pode fornecer um alívio ao real.

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sexta-feira, 21 de junho de 2024

Ibovespa abre em queda de olho nas movimentações internacionais

Após atingir máxima de dois anos, dólar registra perdas ante o real nos primeiro negócios do dia; confira a abertura do Ibovespa completa



O Ibovespa opera em queda de 0,27% na abertura do pregão desta sexta-feira (21), a 120.160 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. Com poucos indicadores brasileiros e com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) devidamente metabolizada, as atenções dos investidores se voltam para os indicadores internacionais e para as declarações de banqueiros centrais sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos.

Após atingir o maior valor em dois anos, o dólar abria a sexta-feira devolvendo alguns de seus ganhos frente ao real. Assim, o dólar recuava 0,35% ante o real por volta das 10h10. A moeda era negociada a R$ 5,4429.


Mercados internacionais


Nos Estados Unidos, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego diminuiu na semana passada, mas os dados mais recentes mostraram que o número total de pessoas que recebem benefícios atingiu o nível mais alto desde janeiro, indicando que o mercado de trabalho dos EUA continua a esfriar.


Agora, a grande dúvida dos investidores globais é se os indicadores econômicos darão tranquilidade suficiente para os bancos centrais, em especial o Federal Reserve (FED), o banco central americano, começar a afrouxar a política monetária.


Há argumentos razoáveis tanto a favor quanto contra essa possibilidade, daí o interesse dos investidores sobre a trajetória dos indicadores e sobre a percepção dos diretores de bancos centrais.


Na Ásia, as ações da China fecharam em baixa nesta sexta-feira, acompanhando a queda de seus pares regionais em meio à força do dólar e à retração das ações de tecnologia, com fortes fluxos de saída de capital estrangeiro pesando sobre o mercado.


Os fluxos de portfólio estrangeiro mudaram. Cerca de 33 bilhões de iuanes (US$ 4,54 bilhões) deixaram a China este mês por meio do trecho norte do esquema Stock Connect, após quatro meses de entradas líquidas. O trecho sul também registrou 129 bilhões de iuanes de saídas para Hong Kong até agora neste ano.


Além disso, os investidores permaneceram cautelosos, já que o comitê central do Partido Comunista Chinês deve se reunir em julho para uma reunião importante conhecida como plenária, a terceira desde que o grupo de tomada de decisões foi eleito em 2022, com foco em reformas em meio a “desafios” internos e complexidades no exterior.


O núcleo da inflação do Japão acelerou em maio devido aos impostos sobre a energia, mas um índice que elimina o efeito do combustível desacelerou pelo nono mês consecutivo, mostraram dados nesta sexta-feira, complicando a decisão do banco central sobre quando aumentar a taxa de juros.


A desaceleração do chamado “núcleo do núcleo” da inflação, que é observado de perto pelo Banco do Japão como um indicador importante dos movimentos de preços impulsionados pela demanda, lança dúvidas sobre a visão do banco de que o aumento dos salários sustentará o consumo e manterá a inflação no caminho certo para atingir de forma duradoura sua meta de 2%.


O Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,67%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em queda de 0,35%. Já na China continental, o índice Shanghai perdeu 0,24%; e no Japão, o índice Nikkei recuou 0,09%.


Na Europa, o crescimento empresarial da zona do euro desacelerou acentuadamente este mês uma vez que a demanda caiu pela primeira vez desde fevereiro, segundo uma pesquisa, com o setor de serviços do bloco mostrando alguns sinais de enfraquecimento enquanto a retração no setor industrial piorou.


Isso ocorreu apesar de o Banco Central Europeu ter feito um corte amplamente anunciado nas taxas de juros neste mês e das expectativas em uma pesquisa da Reuters de mais duas reduções este ano.


O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto preliminar do HCOB, compilado pela S&P Global, caiu para 50,8 este mês em relação a 52,2 em maio, frustrando as expectativas de uma pesquisa da Reuters de um aumento para 52,5.


Entretanto, junho marcou um quarto mês acima do nível de 50, que separa crescimento de contração.


O Stoxx 600 perdia 0,81%; na Alemanha, o DAX recuava 0,56%; o CAC 40 em queda de 0,62% na França; na Itália, o FTSE MIB perde 1,19%; enquanto o FTSE 100 tem desvalorização de 0,65% no Reino Unido.

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quinta-feira, 20 de junho de 2024

Ibovespa sobe após decisão do Copom de manter Selic em 10,50%

O mercado reage positivamente à decisão unânime do Banco Central, que aliviou incertezas políticas e reafirmou compromisso com a meta de inflação




O Ibovespa subia nesta quinta-feira (20), aliviando parte das pressões recentes após a decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na véspera, de manter a taxa Selic em 10,50% ao ano, encerrando um ciclo de sete cortes de juros consecutivos.

Por volta das 10h30, o índice tinha uma alta de 0,53%, aos 120.261,34 pontos. O dólar à vista caía 0,58%, a R$ 5,4094 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,20%, a R$ 5,4110 na venda.

Nesta manhã, os investidores nacionais começavam a repercutir a decisão dos membros do BC na quarta-feira, de manter o patamar atual da taxa básica de juros, o que já era amplamente esperado pelo mercado.

A escolha pelo fim do ciclo de afrouxamento monetário veio na esteira do que a autarquia classificou como “cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade, elevação das projeções de inflação e expectativas”.

O foco central da decisão, no entanto, estava no placar. A unanimidade demonstrada pelas autoridades afastou temores de que a divisão da reunião anterior, entre diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os remanescentes da gestão de Jair Bolsonaro, pudesse se repetir.

A incerteza sobre o placar ainda havia sido fomentada durante a semana depois que Lula atacou a atuação de Campos Neto no cargo, dizendo que o chefe do BC trabalha para “prejudicar” o país, e antecipou suas críticas à possibilidade de o Copom manter os juros inalterados.

A percepção é de que a união dos diretores em torno da manutenção da Selic reforça o compromisso da autoridade monetária com a meta de inflação, o que vinha sendo enfatizado pelos membros do BC em aparições públicas recentes.

“Amanhecemos nesse pós-Copom com certo alívio no mercado, dado que a decisão veio exatamente em linha com o esperado”, disse Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos.

“A volatilidade trazida pela última decisão foi tratada com cautela e o comunicado trouxe um parecer técnico, indicando que a equipe pretende ter mais cautela com a redução de juros, mesmo sobre críticas do Executivo”, acrescentou.
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quarta-feira, 19 de junho de 2024

Ibovespa cai e dólar sobe à espera de decisão do Copom sobre juros

O índice recua 0,32% e o dólar sobe para R$ 5,46, com investidores aguardando a decisão do Banco Central sobre a taxa Selic



O Ibovespa apresentava queda nos primeiros negócios desta quarta-feira (19), que deve ter as operações reduzidas pelo feriado nos Estados Unidos e marcadas por expectativas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central após o fechamento.


Às 10h30, o índice tinha variação negativa de 0,32%, a 119.259,14 pontos. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 14 de agosto, cedia 0,24%. O dólar à vista subia 0,49%, a R$ 5,46 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,01%, a R$ 5,447.


Todas as atenções do mercado nesta quarta-feira se voltam para a decisão do Copom, que será divulgada a partir das 18h, com ampla expectativa dos analistas de que os juros permanecerão em 10,50% ao ano, em meio aos aumentos das incertezas nos cenários doméstico e externo.


O foco, no entanto, será na forma como cada membro do BC votará, à medida que o mercado tenta projetar o futuro da política monetária brasileira após o término do mandato do presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, no fim do ano.


Na última reunião, em maio, houve uma divisão entre os diretores indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que votaram em um corte de 0,5 ponto percentual, e os diretores remanescentes da gestão de Jair Bolsonaro, que formaram maioria por uma redução de 0,25 ponto.


A manutenção da Selic no patamar atual encerraria uma sequência de sete cortes consecutivos nos juros.


Uma Selic mais alta torna o real mais atraente para uso em estratégias de “carry trade”, em que investidores tomam empréstimos em países com taxas baixas e aplicam os recursos em mercados mais rentáveis, de forma a lucrar com o diferencial de juros.


Mas a divisa norte-americana tem acumulado ganhos contínuos nas sessões recentes por conta das dúvidas dos investidores em relação ao compromisso do governo com as contas públicas.


“A gente vê um viés cada vez mais forte de corte de juros lá fora. Porém, a gente não vem fazendo nosso trabalho de casa. O governo vem gastando mais do que pode”, disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “A gente sabe que o dólar acaba influenciando em uma cadeia bem grande e impulsionando a inflação”, acrescentou.


Lula atacou Campos Neto ao comentar sobre a política monetária e não indicou alternativas concretas sobre como se dará o ajuste fiscal no país, afirmando apenas que nada pode ser descartado no momento.


Em meio às derrotas do governo no Congresso em seus esforços para elevar a arrecadação federal, o mercado tem pressionado pela revisão de gastos orçamentários a fim de que a meta de zerar o déficit primário neste ano seja atingida.

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terça-feira, 18 de junho de 2024

Ibovespa abre estável com foco em equilíbrio fiscal e decisão do Copom

Com preocupações fiscais e cautela antes da decisão do Banco Central, o índice registra queda, enquanto o dólar sobe para R$ 5,43



O Ibovespa abriu a terça-feira (28) em leve queda, dando continuidade ao movimento mais recente de aversão aos ativos brasileiros, em meio às preocupações dos investidores com o equilíbrio fiscal e à cautela que antecede a decisão do Banco Central sobre juros, na quarta-feira.


Por volta das 10h30, o índice tinha queda de 0,08%, aos  119.211,06 pontos. O dólar à vista subia 0,31%, a R$ 5,4391 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,16%, aos R$ 5,4390.


Na segunda-feira, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,4221 na venda, em alta de 0,76%, na maior cotação de fechamento desde 4 de janeiro de 2023 — início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva — quando encerrou a R$ 5,4513.


Por trás do movimento de alta mais recente do dólar ante o real está o mal-estar dos investidores com a área fiscal, em um contexto de dificuldades na relação entre governo e Congresso.


Em entrevista à rádio CBN na manhã desta terça-feira, o presidente voltou a criticar a desoneração de setores da economia sem que haja contrapartidas e disse que o governo está fazendo um estudo sério sobre o Orçamento.


Lula afirmou que “nada está descartado” pelo governo em relação ao ajuste das contas públicas, mas afirmou que a equipe econômica precisa apresentar a necessidade de cortes de despesas.


“Investidores seguem com foco na deterioração da situação fiscal. Ontem (segunda-feira) os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, conseguiram de certa forma limitar a desvalorização dos ativos locais ao falarem que existe coesão do governo federal com a pauta fiscal; mesmo com essa sinalização o dólar fechou mais uma vez em alta”, pontuou nesta manhã a equipe da Commcor DTVM, em boletim a clientes.


Além da questão fiscal, investidores demonstraram cautela antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, na quarta. A curva de juros brasileira precifica de forma majoritária manutenção da taxa básica Selic em 10,50% ao ano, mas o mercado estará atento aos votos do colegiado. Profissionais ouvidos pela Reuters têm ponderado que nova decisão dividida tende a estressar as cotações.


Na entrevista, Lula também voltou a criticar duramente o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmando que ele “trabalha muito mais para prejudicar o país do que para ajudar”. Segundo Lula, o substituto de Campos Neto a ser escolhido por ele até o final deste ano será alguém com respeito pelo cargo e que não se submete às pressões do mercado.


No exterior, o dólar sobe ante a maior parte das demais divisas, incluindo as moedas fortes. Investidores aguardam as falas de vários dirigentes do Federal Reserve antes do feriado de quarta-feira nos EUA.


Além disso, nesta manhã o Departamento de Comércio informou que as vendas no varejo dos EUA aumentaram 0,1% no mês passado, após uma queda revisada para baixo de 0,2% em abril. Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas no varejo aumentaram 0,3% em maio.

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segunda-feira, 17 de junho de 2024

Ibovespa cai com fiscal e Copom em foco

Mercado brasileiro oscila com foco na decisão do BC, enquanto dados econômicos fracos da China impactam commodities


O Ibovespa cai nas primeiras negociações desta segunda-feira (17), em uma semana que terá como foco a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) na quarta-feira sobre a taxa básica de juros (Selic). O mercado monitora também o cenário de risco fiscal com as declarações do governo brasileiro, enquanto no exterior dados econômicos abaixo do esperado na China levaram à queda do minério de ferro, e o petróleo, por sua vez, subia.

Por volta das 10h30, o Ibovespa tinha queda de 0,26%, aos 119.355,72 pontos. O dólar à vista subia 0,38%, a 5,4014 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,43%, a 5,4070 reais.

Ocorre nesta semana o encontro de junho do Copom. Será a quarta reunião das oito agendadas para 2024. E o resultado deve confirmar uma reviravolta na trajetória dos juros. Após sete cortes sucessivos na taxa referencial Selic, seis deles de 0,50 ponto percentual e o mais recente de 0,25 ponto percentual, há duas hipóteses possíveis.

A primeira, mais branda, é de outra baixa de 0,25 ponto percentual, com o comunicado pós-reunião avisando que não há outros cortes previstos. A segunda hipótese, mais dura e que foi praticamente confirmada em termos de expectativas pelo Focus, é que não haja nenhum corte e a taxa permaneça em 10,50% ao ano.

No cenário doméstico fiscal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse no sábado que está aberto a analisar as propostas de corte de gastos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mas enfatizou que os ajustes fiscais não serão feitos às custas dos pobres.

Os comentários do presidente foram feitos depois que Haddad disse que estava focado em intensificar a agenda de cortes de gastos, citando áreas como supersalários no funcionalismo e correção de benefícios “praticados ao arrepio da lei”.

A rejeição pelo Senado de uma medida provisória sobre uso de créditos tributários pelas empresas fez com que os mercados despencassem em meio a preocupações crescentes de que Haddad estivesse perdendo influência no governo.

Na China, a produção industrial de maio ficou aquém das expectativas e a desaceleração do setor imobiliário não mostrou sinais de abrandamento, apesar de medidas de apoio, aumentando a pressão sobre Pequim para sustentar o crescimento.

Com exceção das vendas no varejo, que superaram as previsões devido a um feriado, a série de dados divulgados nesta segunda-feira foi, em grande parte, pessimista, ressaltando a dificuldade de recuperação para a segunda maior economia do mundo.
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sexta-feira, 14 de junho de 2024

Ibovespa cai com preocupações fiscais e dados econômicos do Brasil

Prévia do PIB revela estagnação econômica em abril, enquanto investidores reagem a mudanças no cenário fiscal



O Ibovespa abriu em queda nesta sexta-feira (14), em uma semana marcada por preocupações dos investidores com o cenário fiscal brasileiro e dados de inflação melhores do que o esperado nos Estados Unidos. No Brasil, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) mostrou uma estagnação em abril, depois de ter apresentado desempenho positivo no início do ano, frustrando fortemente as expectativas.


Por volta das 10h30, o Ibovespa tinha um decréscimo de 0,29%, a  119.467,01 pontos. O contrato futuro  com vencimento mais curto, em 14 de agosto, cedia 0,07%. O dólar à vista caía 0,29%, a R$ 5,3522 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,31%, a R$ 5,3580 na venda.


O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve variação positiva de 0,01% na comparação com o mês anterior, em dado dessazonalizado.


O resultado marcou uma melhora em relação à queda de 0,36% do indicador em março, mas ficou bem aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,45%.


A política brasileira permanece no radar dos investidores. Nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem reunião fechada com os principais banqueiros do país. O encontro acontece após o vazamento no mercado de que o governo poderia propor mudanças no arcabouço fiscal.


Ao longo da semana, o Ibovespa obteve perdas contínuas em meio às preocupações do mercado com a área fiscal, fomentadas por derrotas do governo no Congresso, declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ruídos em torno da estabilidade do ministro Haddad no cargo.


No cenário corporativo, a Dasa anunciou nesta sexta-feira que assinou acordo com a Amil para a criação de uma das maiores redes de hospitais do país, que terá controle dividido em partes iguais por ambas as companhias.


Chamada de Ímpar, a rede de hospitais das duas empresas terá 25 hospitais no Brasil e 4,4 mil leitos, a maioria na região Sudeste, com uma receita líquida de cerca de  R$ 10 bilhões, segundo dados de 2023.

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quinta-feira, 13 de junho de 2024

Ibovespa sobe, mas cenário fiscal mantém investidores cautelosos

O índice abre com viés positivo, impulsionado pela alta do minério de ferro, mas o dólar permanece próximo a R$ 5,40, refletindo incertezas fiscais



O Ibovespa subia nos primeiros negócios desta quinta-feira, embora ainda persistem preocupações com o cenário fiscal no país, enquanto no exterior o penúltimo pregão da semana era marcado por alta do minério de ferro, mas queda do petróleo.


Às 10h30, o índice avançava 0,17%, a 120.089,57 pontos. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto, em 14 de agosto, tinha variação positiva de 0,13%. O dólar rondava a estabilidade frente ao real, mantendo-se perto dos R$ 5,40 após os fortes ganhos na véspera em razão de preocupações do mercado com o cenário fiscal brasileiro. O dólar à vista caía 0,05%, a R$ 5,4008  na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,14%, a R$ 5,419  na venda.


“O governo fracassou em todas as suas tentativas até agora de apresentar um plano crível para a execução do arcabouço fiscal”, disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. “Até que nós tenhamos um vetor claro e confiável de que as coisas vão caminhar de volta para um ajuste, vamos continuar tendo essa pressão”.


Na quarta-feira, o Ibovespa caiu mais de 1,40% por conta de preocupação dos investidores com a área fiscal, fomentada por uma derrota do governo no início da semana em sua tentativa de compensar a desoneração da folha de pagamentos e uma maior percepção de fraqueza do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dentro do Executivo.


Na terça-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), havia anunciado a decisão de devolver ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva trechos da Medida Provisória do PIS-Cofins que restringiram a compensação de créditos do tributo.


A decisão de Pacheco foi vista como uma derrota para o governo e, em especial, para Haddad, que buscava com a MP cobrir perdas de arrecadação com a manutenção da desoneração da folha. A expectativa era de que a MP fosse gerar aumento de 29 bilhões na arrecadação em 2024.


O mal-estar em torno da situação fiscal brasileira foi reforçado por declarações do presidente Lula no dia seguinte durante evento com investidores no Rio de Janeiro, onde disse que o aumento da arrecadação e a queda na taxa de juros permitirão uma redução do déficit nas contas sem impactar os investimentos.


Dados econômicos


As vendas varejistas brasileiras cresceram pelo quarto mês seguido em abril e renovaram o maior patamar da série histórica, mas iniciaram o segundo trimestre com um desempenho abaixo do esperado. O varejo registrou em abril aumento de 0,9% das vendas sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Ainda que as vendas tenham crescido em todos os meses deste ano, o resultado de abril ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 1,3%.


Nos EUA, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego atingiu uma máxima em 10 meses na semana passada, indicando afrouxamento das condições do mercado de trabalho.


Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 13 mil na semana encerrada em 8 de junho, para 242 mil em dado com ajuste sazonal, o nível mais alto desde agosto passado, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 225 mil pedidos na última semana.


Na quarta, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que seu índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou inalterado em maio, após ter subido 0,3% em abril. Economistas consultados pela Reuters projetavam alta mensal de 0,1%. Os números foram bem recebidos pelo mercado, que elevou as apostas de que o Fed fará um corte de juros já em setembro.

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quarta-feira, 12 de junho de 2024

Ibovespa abre em alta com dados de inflação nos EUA abaixo do esperado

A inflação mais baixa nos Estados Unidos aumenta as expectativas de corte de juros pelo Fed em setembro, impulsionando os mercados



O Ibovespa abriu com viés positivo nesta quarta-feira (12), após um dado de preços ao consumidor norte-americano abaixo do esperado ampliar as apostas de que o Federal Reserve irá reduzir os juros da maior economia do mundo em setembro.


Investidores agora voltam as atenções para a reunião do Fed, que termina na parte da tarde. Além do comunicado sobre o encontro, as projeções econômicas da autoridade monetária e a fala do chair Jerome Powell estarão sob os holofotes.


Às 10h20, o Ibovespa subia 0,29%, a 121.984,61 pontos. O contrato futuro do Ibovespa, que expira nesta quarta-feira, avançava 0,6%, enquanto o vencimento seguinte mostrava alta de 0,54%. O dólar à vista caía 0,11%, a R$ 5,354  na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,17%, a R$ 5,371 na venda.


“Dado de inflação dos Estados Unidos veio abaixo do esperado. É um dado mais positivo para corte de juros”, disse Gabriel Mota, operador de renda variável da Manchester Investimentos. “Se tivermos seguidos dados como esse, podemos pensar em corte de juros, que é o que tem mais estressado nosso câmbio”.


O Departamento de Trabalho dos EUA divulgou nesta manhã que seu índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou estável em maio na base mensal. Analistas consultados pela Reuters projetavam uma alta de 0,1%, após avanço de 0,3% em abril. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, também veio abaixo do esperado, em alta de 0,2%, ante a projeção de 0,3%.


Os números têm o potencial de fornecer maior confiança às autoridades do Fed sobre a trajetória da inflação nos EUA de volta à sua meta de 2%, o que pode abrir espaço para cortes na taxa de juros, atualmente na faixa de 5,25% a 5,5%, ainda neste ano.


O Fed anunciará sua decisão de política monetária mais tarde, às 15h, e deve manter os juros inalterados nesta reunião. Os investidores estão atentos, no entanto, às projeções econômicas do banco central dos EUA, que podem sinalizar o início de um ciclo de cortes de juros nos próximos meses.


Após a divulgação dos dados, operadores elevaram suas apostas de um corte nos juros em setembro, agora em 70%, ante 54% antes do relatório.


No Brasil, o volume de serviços voltou a crescer em abril, superando expectativas, em meio a condições favoráveis para o consumo no país, com o desempenho da atividade de transporte em destaque. Em abril, o setor de serviços registrou expansão do volume de 0,5% na comparação com o mês anterior, resultado melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,2%.

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sexta-feira, 7 de junho de 2024

Ibovespa cai após dados de emprego dos EUA superarem expectativas

A criação de vagas de trabalho acima do previsto sugere que o Federal Reserve pode adiar cortes na taxa de juros até setembro



O Ibovespa iniciou o pregão desta sexta-feira (7) em queda, após a criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos ter acelerado muito mais do que o esperado em maio, indicando que o Federal Reserve pode esperar até setembro, no mínimo, para iniciar os cortes na taxa de juros.


Por volta das 10h30, o Ibovespa registrava uma queda de 0,96%, aos 121.788,2  pontos. O dólar à vista subia 0,83%, a R$ 5,2928 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,45%, a R$ 5,294 na venda.


“(O relatório) surpreendeu muito. Com o verão chegando nos EUA, contratações voltam a subir, mas de qualquer forma, não era esperado”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.


O relatório de emprego do Departamento de Trabalho dos EUA mostrou que 272 mil vagas foram criadas fora do setor agrícola em maio, muito acima dos 185 mil esperados por economistas consultados pela Reuters, com as estimativas variando de 120 mil a 258 mil.


Um mercado de trabalho forte tem sido uma justificativa comum entre as autoridades do Fed para se manterem cautelosas em relação à trajetória da inflação de volta à sua meta de 2%, o que também tem adiado o início de um possível ciclo de afrouxamento monetário pelo banco central dos EUA.


Ao longo do último mês, dados de emprego do setor privado e de vagas abertas, seguidos de um relatório de emprego mais fraco em abril, vinham mostrando um arrefecimento do mercado de trabalho norte-americano, ampliando as expectativas do mercado por um corte de juros no Fed em breve.


O relatório desta sexta-feira reverte essas apostas, fomentando um cenário de juros mais altos por mais tempo nos EUA, uma vez que as autoridades do Fed devem reforçar sua postura agressiva na batalha contra a alta dos preços.


“O Fed está focado em inflação. Deve deixar claro que esse será o foco para trazer juros para baixo”, afirmou Moutinho, acrescentando que ainda vê chance de um corte antes das eleições nos EUA, que acontecem no início de novembro.


No cenário doméstico, os investidores estarão atentos a comentários de membros do Banco Central, com palestras do presidente Roberto Campos Neto; do diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo; e do diretor de Assuntos Internacionais, Paulo Picchetti.


Na quinta-feira, Campos Neto e Galípolo, em eventos separados, demonstraram uma preocupação comum com as expectativas do mercado para a inflação ao fim deste ano e dos próximos, como evidenciado na mais recente pesquisa Focus.

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quinta-feira, 6 de junho de 2024

Ibovespa inicia estável com BCE e Banco Central brasileiro no radar

Índice sobe levemente com alta de 0,09%, enquanto dólar ultrapassa R$ 5,30



O Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira (6) estável, com o início do afrouxamento monetário do Banco Central Europeu e os comentários de membros do Banco Central brasileiro no radar.


Por volta das 10h20, o Ibovespa subia levemente, registrando alta de 0,09%, aos 121.513,39 pontos. O dólar à vista também subia ligeiramente nas primeiras negociações do dia, ultrapassando a marca de R$ 5,30. A moeda à vista aumentava 0,1%, sendo negociada a R$ 5,3022 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento avançava 0,05%, a R$ 5,314.


O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a piora recente das expectativas do mercado financeiro para a inflação tem preocupado a autoridade monetária. Durante uma palestra no MKBR24, evento sobre mercado de capitais promovido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e pela B3, Campos Neto também comentou que a queda de juros ao redor do mundo será aparentemente mais tímida do que se esperava inicialmente.


O Banco Central Europeu (BCE) decidiu cortar suas taxas de juros de referência em 0,25% na reunião desta quinta-feira. Com isso, a taxa de refinanciamento foi para 4,25%, a taxa de empréstimo para 4,50% e a taxa de depósito para 3,75%.


O BCE reconheceu o progresso em sua batalha contra a alta dos preços, mas também sinalizou que a luta contra a inflação ainda não foi vencida. A inflação nos 20 países que usam o euro caiu de mais de 10% no final de 2022 para um pouco acima da meta de 2% do BCE nos últimos meses, em grande parte devido aos custos mais baixos dos combustíveis e à normalização da oferta após alguns problemas pós-pandemia.


Nos Estados Unidos, o número de americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou na semana passada, mas a força subjacente do mercado de trabalho deve continuar a sustentar a economia. Os pedidos aumentaram em oito mil na semana encerrada em 1º de junho, totalizando 229 mil em dado com ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters previam 220 mil pedidos na última semana.

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quarta-feira, 5 de junho de 2024

Ibovespa cai com dados da economia brasileira e dos EUA no radar

Investidores digerem dados mistos do Brasil enquanto aguardam os indicadores dos Estados Unidos



O Ibovespa mostrava fraqueza nos primeiros negócios desta quarta-feira (5), descolado do viés positivo em Wall Street, enquanto investidores digerem dados de atividade econômica no Brasil e esperam por indicadores nos Estados Unidos.


Às 10h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, registrava variação negativa de 0,13%, a 121.697,47 pontos. O contrato futuro do índice om vencimento mais curto, em 12 de junho, caía 0,2%. O dólar à vista recuava 0,23%, a R$ 5,2729 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento cedia 0,32%, a R$ 5,286 na venda.


O setor de serviços do Brasil ganhou impulso em maio e cresceu no ritmo mais forte em quase dois anos devido à melhora da demanda, apesar do aumento da pressão dos custos de insumos, mostrou nesta quarta-feira o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).


O PMI do setor, compilado pela S&P Global, subiu para 55,3 em maio, de 53,7 em abril, atingindo o nível mais elevado desde julho de 2022. Sustentado por aumentos nas novas encomendas e tendências positivas de demanda, o índice avançou ainda mais acima da marca de 50, que separa crescimento de contração.


Já a produção do setor industrial brasileiro iniciou o segundo trimestre com queda maior do que a esperada em abril, interrompendo dois meses seguidos de altas.


Em abril, a produção do setor teve recuo de 0,5% na comparação com o mês anterior, resultado mais fraco do que a expectativa de contração de 0,2% em pesquisa da Reuters.


Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda que, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção teve alta de 8,4%, contra expectativa de 8,3%.


O Indicador Antecedente de Emprego do Brasil recuou em maio, interrompendo uma sequência de cinco meses de alta e sinalizando possível estabilidade no ritmo de abertura de postos de trabalho no segundo semestre, conforme dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).


O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, caiu 1,3 ponto em maio, para 78,9 pontos, após atingir o maior valor desde setembro de 2022 no mês anterior.


“Esse resultado negativo ainda não representa uma reversão na tendência dos últimos meses, mas pode estar sinalizando uma estabilidade no ritmo de criação de vagas a partir do segundo semestre”, disse Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre.


No exterior


Nesta manhã, dados mostraram que a criação de vagas de trabalho no setor privado dos EUA ficou abaixo do esperado em maio, e os dados do mês anterior foram revisados para baixo.


Foram abertos 152 mil empregos no mês passado, depois de 188 mil em abril, segundo o relatório da ADP. Economistas consultados pela Reuters previam a criação de 175 mil postos no mês passado.


A persistência de um mercado de trabalho bastante aquecido nos EUA tem deixado as autoridades do Federal Reserve com uma postura cautelosa em relação à trajetória da inflação de volta à sua meta de 2%, adiando o possível início de um ciclo de cortes nos juros.


Com a recente moderação no mercado de trabalho, operadores passaram a ver 65% de chances de um corte de juros pelo Fed em setembro, contra 46% uma semana antes, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.


Na zona do euro, dados de preços ao produtor mostraram uma deflação maior do que o esperado pelos economistas, de 1,0%, o que reforçou as expectativas de corte da taxa de juros pelo Banco Central Europeu já na quinta-feira.


Os mercados, no entanto, ainda acumulam incertezas sobre a trajetória futura dos juros na zona do euro.


Na China, a atividade de serviços acelerou em maio no ritmo mais rápido em 10 meses, enquanto os níveis de emprego expandiram pela primeira vez desde janeiro, mostrou uma pesquisa do setor privado nesta quarta-feira, apontando para uma recuperação sustentada no segundo trimestre.


O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de serviços do Caixin/S&P Global subiu de 52,5 em abril para 54,0, expandindo pelo 17º mês consecutivo e crescendo no ritmo mais rápido desde julho de 2023. A marca de 50 separa expansão de contração.

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terça-feira, 4 de junho de 2024

Ibovespa recua em meio à queda das commodities

O PIB brasileiro ficou em linha com o esperado e agora o mercado aguarda o relatório de emprego dos EUA



O Ibovespa recuava nos primeiros negócios nesta terça-feira (04), influenciado pelo viés negativo dos futuros acionários norte-americanos e pela queda das commodities, como o petróleo e o minério de ferro. A agenda doméstica mostrou que a economia brasileira cresceu 0,8% no primeiro trimestre em comparação aos últimos três meses de 2023.


Às 10h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 0,50%, a 121.422,52 pontos. O contrato futuro do Ibovespa com vencimento mais curto mostrava decréscimo de 0,15%. O dólar à vista subia 0,64%, cotado a R$ 5,2679 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,15%, a R$ 5,2725 na venda.


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para o primeiro trimestre, mostrando que a economia brasileira retomou o crescimento nos três primeiros meses deste ano. O PIB cresceu 0,8% no primeiro trimestre em comparação com os três meses anteriores, resultado em linha com o esperado.


Os contratos futuros de minério de ferro ampliaram as quedas nesta terça-feira, atingindo os níveis mais baixos em quase sete semanas, com sinais de enfraquecimento da demanda de curto prazo e das perspectivas de consumo de médio a longo prazo na China, principal mercado consumidor do minério, e com a persistência de estoques elevados no porto.


No exterior, a maior economia do planeta divulgará na sexta-feira o relatório de emprego fora do setor agrícola de maio. Ainda nesta terça-feira, os mercados analisarão números do relatório Jolts, que registra as ofertas de trabalho nos EUA. A persistência de um mercado de trabalho bastante aquecido nos EUA tem deixado as autoridades do Federal Reserve com uma postura cautelosa em relação à trajetória da inflação de volta à sua meta de 2%, adiando o possível início de um ciclo de cortes nos juros.

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segunda-feira, 3 de junho de 2024

Ibovespa abre em alta com expectativas de apenas mais um corte na Selic em 2024

O dólar avançava 0,17% ante o real por volta das 10h10. A moeda era negociada a R$ 5,2583



O Ibovespa opera em alta de 0,16% na abertura do pregão desta segunda-feira (03), a 122.291 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. Nesta semana, as atenções dos investidores se voltam para a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no primeiro trimestre e para a possibilidade de corte de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).


O dólar avançava 0,17% ante o real por volta das 10h10. A moeda era negociada a R$ 5,2583.


Analistas consultados pelo Banco Central reduziram mais sua expectativa de afrouxamento monetário em 2024 e também em 2025, passando a ver apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual este ano, com elevação nas estimativas para a inflação, de acordo com a pesquisa Focus que o Banco Central divulgou nesta segunda-feira.


O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostra agora que a projeção para a taxa Selic subiu para este ano a 10,25% e para o próximo a 9,18%, na mediana das projeções. Na semana anterior, as estimativas eram respectivamente de 10,0% e 9,0%.


O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC volta a se reunir em 18 e 19 de junho para deliberar sobre a taxa básica, atualmente em 10,5%, com o último corte do ano esperado para esse encontro, segundo o Focus.


Na última reunião, todos os diretores do Copom defenderam uma política monetária mais contracionista, cautelosa e sem indicação futura sobre os juros.


As contas para a alta do IPCA também subiram na pesquisa semanal com uma centena de economistas. A inflação está agora sendo calculada em 3,88% em 2024 e 3,77% em 2025, de 3,86% e 3,75% anteriormente.


No cenário corporativo, a Alupar anunciou nesta segunda-feira que venceu dois projetos de transmissão de energia em leilão no Chile, que somados devem exigir investimentos de US$ 145,9 milhões.


Segundo a companhia, a receita anual permitida (RAP) total dos empreendimentos soma US$ 19,4 milhões, o que equivale a uma relação RAP/Capex (investimento) média de 13,3%.


A fornecedora de serviços ambientais Ambipar anunciou nesta segunda-feira que espera que a receita líquida cresça 10% até o final do ano e que a margem de lucro aumente em pelo menos três pontos percentuais nos próximos 12 meses.


A Ambipar afirmou também espera atingir um índice de dívida líquida/Ebitda de 2,5 nos próximos 12 meses, antes da previsão anterior de até o final de 2026.


Mercados internacionais


Nos Estados Unidos, o último mês do primeiro semestre começa com expectativas dos investidores com relação a duas reuniões de bancos centrais. Nos dias 11 e 12 haverá o encontro do Federal Open Market Committee (Fomc), para avaliar o cenário para os juros.


Na Ásia, as ações de Hong Kong terminaram em alta nesta segunda-feira, com o índice de referência Hang Seng registrando seu melhor dia em mais de três semanas, impulsionado pelas perspectivas do mercado de um corte nos juros na Europa.


Os ganhos no mercado de Hong Kong acompanharam os mercados regionais, uma vez que o sentimento melhorou já que se considera quase certo que o Banco Central Europeu (BCE) reduzirá os juros em 0,25 ponto percentual, para 3,75%, na quinta-feira. Se confirmado, será a primeira vez na história que o BCE corta juros antes do Federal Reserve.


A atividade industrial da China cresceu em maio no ritmo mais rápido em cerca de dois anos, com forte produção e novos pedidos, mostrou uma pesquisa do setor privado nesta segunda-feira, indicando que a indústria permanece robusta em meio a políticas industriais de apoio.


O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de indústria do Caixin/S&P Global subiu para 51,7 em maio, de 51,4 no mês anterior, marcando o ritmo mais rápido desde junho de 2022 e superando as previsões dos analistas de 51,5. A marca de 50 pontos separa crescimento de contração.


A leitura contrasta com uma pesquisa oficial na sexta-feira que mostrou uma queda surpreendente na atividade industrial, apontando para um quadro misto da indústria.


A Moody’s elevou sua previsão de crescimento para a economia da China em 2024 de 4,0% para 4,5%, informou em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, observando que a estratégia de crescimento pós-pandemia do setor manufatureiro chinês, focada na exportação, está tomando forma.


O crescimento da China no primeiro trimestre foi impulsionado pelo comércio e pela atividade manufatureira, com a política fiscal apoiando esta última, disse a agência de classificação.


O Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 1,79%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 3,39%. Já na China continental, o índice Shanghai perdeu 0,27%; e no Japão, o índice Nikkei avançou 1,13%.


Na Europa, a retração do setor industrial da zona do euro pode ter dado uma guinada no mês passado, de acordo com uma pesquisa que mostrou que o volume de novos pedidos diminuiu em seu ritmo mais lento em dois anos, levando a uma melhora na confiança dos empresários.


O Índice de Gerentes de Compras (PMI) final do setor industrial da zona do euro do HCOB, compilado pela S&P Global, subiu para 47,3 em maio, em comparação com 45,7 em abril, abaixo da marca de 50 que indica crescimento na atividade pelo 23o mês. A leitura ficou um pouco abaixo da preliminar de 47,4.


Um índice que mede a produção saltou de 47,3 em abril para 49,3, um recorde de alta de 14 meses, embora abaixo da preliminar de 49,6.


“Este pode ser o ponto de virada para o setor industrial. A indústria está prestes a interromper o declínio da produção que tem persistido desde abril de 2023”, disse Cyrus de la Rubia, economista-chefe do Hamburg Commercial Bank.


O Stoxx 600 ganhava 0,60%; na Alemanha, o DAX avançava 0,90%; o CAC 40 em alta de 0,49% na França; na Itália, o FTSE MIB ganha 0,90%; enquanto o FTSE 100 tem valorização de 0,34% no Reino Unido.

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sexta-feira, 31 de maio de 2024

Ibovespa abre estável após feriado e monitora dados de inflação dos EUA

O índice cede enquanto o dólar à vista sobe, refletindo a inflação americana e as incertezas globais



O Ibovespa retornava do feriado de Corpus Christi estável, com o mercado ainda digerindo os dados de inflação dos Estados Unidos. Às 10h30, o Ibovespa cedia 0,07%, a 122.497,13 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto, em 12 de junho, recuava 0,42%. O dólar à vista subia 0,33%, a R$ 5,2250 na venda. Na B3, o dólar para julho, que nesta sexta-feira (31) passa a ser o mais líquido devido à formação da taxa Ptax, avançava 0,13%, a R$ 5,2110.


O índice de inflação dos EUA (PCE) subiu 0,3% em abril, conforme informou o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, igualando o dado de março. Na base anual, o indicador avançou 2,7%, mesmo percentual de março. Os resultados, tanto para o mês quanto para o ano, vieram em linha com as projeções de economistas consultados pela Reuters. O índice PCE é uma das medidas de inflação monitoradas pelo banco central dos EUA para sua meta de 2%. Leituras mensais de 0,2% ao longo do tempo são necessárias para trazer a inflação de volta à meta.


O Fed tem mantido sua taxa básica de juros na faixa de 5,25% a 5,50% nos últimos 10 meses. Foi prejudicado por três meses de inflação e leituras do mercado de trabalho mais fortes do que o esperado de janeiro a março, após números mais encorajadores no quarto trimestre do ano passado.


Na China, a atividade industrial recuou de forma inesperada em maio, mantendo vivos os pedidos por novos estímulos estatais. A prolongada crise imobiliária na segunda maior economia do mundo continua pesando sobre a confiança das empresas, dos consumidores e dos investidores. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) oficial do setor industrial caiu para 49,5 em maio, ante 50,4 em abril, informou o National Bureau of Statistics (NBS) nesta sexta-feira, abaixo da marca de 50 que separa o crescimento da contração e abaixo da previsão dos analistas de 50,4.


Na zona do euro, a inflação acelerou em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, em um sinal de que o Banco Central Europeu (BCE) ainda enfrenta uma jornada lenta e incerta para controlar o nível dos preços. É improvável que o aumento maior do que o esperado na inflação impeça o BCE de reduzir os custos dos empréstimos na próxima semana, mas pode consolidar o cenário de uma pausa em julho e um ritmo mais lento de redução dos juros nos próximos meses.

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